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Nepal: Dicas e custos para fazer o trekking ao Everest Base Camp sem guia

Informações úteis e dicas exclusivas para ajudar no planejamento dessa aventura


Em 1953, Edmund Hillary (britânico) e Tenzing Norgay (sherpa nepalês) foram as primeiras pessoas que chegaram no cume do Monte Everest, a montanha mais alta do mundo com 8.848 metros de altitude. O Everest fica localizado na cadeia dos Himalaias entre os territórios do Nepal e do Tibete, na China. A montanha representa o ápice do montanhismo mundial, sendo um sonho da maioria dos trilheiros e escaladores. O que poucos sabem é que para subir ao topo do Everest não basta preparo físico, pois é uma "brincadeira" que demanda tempo e dinheiro. Para a correta aclimatação, as expedições gastam cerca de 2 meses para chegar ao cume, tudo bem devagar e parando até 1 semana em alguns locais. O custo também é outro fator de sofrimento! Só o valor das permissões necessárias é de 11.000 USD aproximadamente. Ainda, para chegar ao cume, é necessário levar equipamentos especiais de escalada e garrafas de oxigênio (imprescindíveis acima dos 7.500 m), logo, o meio indicado é contratar uma agência especializada com guias e carregadores. O valor cobrado por essas agências varia, dependendo da qualidade, entre 30.000 e 70.000 USD!!! Mas calma, existe uma maneira mais econômica e viável para visitar a montanha mais alta do mundo: fazendo o trekking até o seu campo base.


TRASLADO BRASIL X NEPAL

O primeiro passo para a caminhada rumo ao Everest é comprar a passagem aérea para chegar no Nepal. O vôo foi o maior gasto da viagem (valor no final do post) em julho de 2018. O preço mais barato (ou menos caro!) encontrado foi através da Air China, saindo de Guarulhos-SP. Na verdade, o vôo foi operado pela Lufthansa até Frankfurt (12h de vôo). O próximo trecho foi de Air China até a cidade de Chengdu, na China (10h de vôo). E o último trecho foi de Chengdu até Kathmandu, a capital do Nepal (3h de vôo). Resumindo, eu embarquei num sábado e cheguei ao destino somente na segunda de manhã!

Embarque no vôo da Air China rumo ao Nepal


Comida de bordo da Air China


Yanjing Beer, a cerveja chinesa servida no vôo


Para um vôo de conexão, a China permite que os brasileiros entrem sem visto. Ao passar na imigração, basta preencher o formulário de entrada e entregar junto com o passaporte e o comprovante de passagem para um terceiro país (no meu caso, o Nepal). O agente de imigração vai carimbar o passaporte normalmente com o visto temporário. No caso de conexão no dia seguinte, ele pode dar outro modelo de ficha de imigração, porém o processo é o mesmo e receberá um carimbo de visto temporário.

Panda, um dos símbolos da China no aeroporto de Chengdu


Vôo de Chengdu para o Nepal, passando pelos Himalaias


Lá está a cadeia de montanhas com as maiores elevações do mundo


Chegada em Kathmandu, a capital do Nepal


VISTO E IMIGRAÇÃO

O aeroporto do Kathmandu parece que não acompanhou o crescimento da cidade. É tão pequeno e simples que parece uma rodoviária. Após o desembarque, os passageiros seguem para um salão onde ocorre todo o processo de imigração. Primeiro é necessário preencher um formulário de entrada em inglês. Depois passar nas máquinas eletrônicas self service para escanear o passaporte e o preencher o pedido de visto. Com o recibo do pedido de visto que é impresso na máquina, entre numa fila para pagamento do visto de acordo com o tempo de permanência no Nepal (15 dias – U$ 25; 30 dias – U$ 40; 90 dias – U$ 100). Receberá um comprovante de pagamento que deve ser levado até o agente de imigração. Existem filas diferentes para cada tipo de visto.

Desembarque no aeroporto do Kathmandu


Formulário de entrada no Nepal


Máquinas eletrônicas para o pedido de visto


Após preenchido o pedido eletronicamente, a máquina gera um comprovante


Depois de passar pela imigração, troquei 10 USD por rupias nepalesas no câmbio do aeroporto que estava na cotação de 115 rupias por 1 USD. A intenção era ter um dinheiro mínimo para me virar até chegar no hotel. O próximo passo foi comprar um chip de internet móvel na loja da NCELL. Peguei um plano de 4G por 7 dias no valor de 400 rupias. É preciso preencher um formulário e entregar uma foto 3x4. Para finalizar, ao sair do aeroporto, fui até o guichê de táxi pré-pago e paguei 700 rupias até o Nepal Tourism Board, próximo do bairro Thamel, onde eu pretendia garantir as permissões do trekking.

Saída do aeroporto de Kathmandu


O táxi pré-pago é uma maneira rápida e segura de chegar ao destino


PERMISSÕES PARA O TREKKING

EXPECTATIVA: Ao planejar a viagem, encontrei as seguintes informações para a obtenção das permissões do trekking ao Everest Base Camp:

1- Seguir até o Nepal Tourism Board. Veja a localização no link.

2- Obter o TIMS CARD, um cartão de registro para os trekkers que é checado nos postos de controle. Deve-se preencher um formulário com rota do trekking, contato de emergência, dados da agência de trekking, seguro, etc. Pagar a taxa (20 USD).

3- Obter a permissão para trekking no Sagarmatha National Park (onde fica o Everest). Existe um guichê para cada tipo de trekking, indicado por placas. Mostrar o TIMS Card e pagar a taxa da permissão (30 USD).


REALIDADE: O horário de funcionamento do Nepal Tourism Board é de 10h às 17h (fecha aos sábados). Cheguei no local às 16h e a recepcionista informou que o guichê para as permissões do trekking ao Everest Base Camp já estava fechado. Porém, ela me tranquilizou dizendo que tudo poderia ser feito em Lukla, o vilarejo de início do trekking. Realmente foi assim, sendo a melhor opção pois não precisava ter ido até o Nepal Tourism Board, além de ter sido bem simples e ter pago tudo em rupias, o que saiu mais em conta.

Nepal Tourism Board no Kathmandu


CHEGADA EM THAMEL

Thamel é um bairro histórico de Kathmandu e centro turístico do país desde os anos 70 com o movimento hippie. Possui variado comércio nas ruas estreitas em que o pedestre divide espaço com carros, bicicletas e ciclo-riquixás. Além das construções antigas, uma das principais atrações para quem vai fazer trilhas são as lojas de equipamento de trekking. Fiquei hospedado no The Glasshouse Hotel, um hotel que possui quartos privados e compartilhados. Mais detalhes no post Kathmandu, a capital que une a paz e o caos do país.

Thamel, o bairro turístico do Kathmandu


21 DICAS E CURIOSIDADES DO TREKKING AO EVEREST BASE CAMP

1) IDIOMA: O nepali ou nepalês é o idioma oficial do Nepal, porém o inglês é falado por muitos, tanto no Kathmandu quanto nos vilarejos no caminho do Everest. Se você fala inglês não será problema se comunicar no Nepal.


2) NAMASTÊ: este é um cumprimento/saudação típica no Nepal e que significa "eu saúdo a você”. A maneira correta de se falar é prolongando a última sílaba, assim: namasteeeê! Ao pronunciar, o nepalês costuma unir as mãos como se estivesse "rezando". Sugiro utilizar bastante pois é uma expressão bem recebida pelo povo local.


3) FUSO-HORÁRIO: O Nepal tem 7 horas e 45 min a mais que o Brasil (horário de Brasília). Pois é, é estranho, mas a diferença também acontece nos minutos. O Horário Brasileiro de Verão (HBV) pode influenciar. Veja a diferença de horário com precisão neste link.


4) DINHEIRO: A moeda oficial do país é a Rupia Nepalesa (NPR). Além do aeroporto do Kathmandu, não é difícil encontrar casas de câmbio nas ruas do bairro de Thamel. Durante o trekking, o último vilarejo com casas de câmbio é Namche Bazar. Simule a cotação atual neste link.


5) RELIGIÃO: Hinduísmo e Budismo são as duas maiores religiões praticadas no Nepal. Segundo a tradição antiga, Sidartha Gautama, o Buda, teria nascido no Nepal, na cidade de Lumbini. Uma tradição religiosa típica são as bandeirinhas coloridas com orações espalhadas em vários lugares. Diz a crença que o vento que entra em contato com as bandeiras também entra em contato com tudo, inclusive sendo o ar que respiramos. Assim, o contato com os símbolos sagrados, espalha por toda a parte os votos para o bem e para a felicidade temporal.

As tradicionais bandeiras de orações do Nepal


6) MELHOR ÉPOCA: O melhor período para fazer o trekking ao Everest é durante os meses secos e quentes de setembro a novembro e de março até o final de maio / início de junho. O período não recomendado começa em meados de junho até agosto por causa das chuvas de monções. Dezembro, janeiro e início de fevereiro são muito frios. Resumindo, os melhores meses são maio e novembro. Observe o gráfico abaixo.



7) COMO CHEGAR: O trekking tradicional ao Everest Base Camp se inicia em Lukla, na região nepalesa de Khumbu. Existem duas maneiras de ir do Kathmandu para Lukla, uma delas, que é a mais complicada, seria pegar um jipe que faz lotação até a cidade de Jiri e ir a pé até Lukla, mas isso pode aumentar em 1 semana o trekking. O meio mais prático é pegar um avião até o aeroporto de Lukla cujo vôo dura cerca de 30 min desde o Kathmandu. Algumas empresas aéreas nepalesas que fazem esse trajeto: Tara Air, Yeti Airlines (a que eu comprei passagem), Nepal Airlines, Agni Air, Sita Air. Os vôos partem do terminal doméstico e aconselho a se preparar para atrasos e possíveis cancelamentos (como aconteceu comigo). De Lukla são 50 km de caminhada pelas trilhas (só ida) para alcançar o Everest Base Camp, durando em média 12 dias (ida e volta) com pausas para aclimatação em Namche e Periche.



8) ORIENTAÇÃO: A trilha até o Everest Base Camp é povoada com vilarejos ligados por trilhas milenares e movimentadas pelo povo da região e pelos turistas que encaram o trekking. Fiz a trilha sem guia e, apesar de ter levado um aparelho GPS com trilha do Wikiloc, não o utilizei. Com um mapa e pedindo informações pelo caminho já é possível chegar no objetivo. Vários mapas detalhados podem ser comprados no comércio local, mas utilizei apenas o mapa abaixo (salvo no smartphone) que dá uma noção das rotas existentes.



9) AGÊNCIAS E GUIAS: Não gosto de fazer tours ou trilhas com guias, porém, para aqueles que se sentem mais seguros assim, recomendo deixar para fechar com as agências locais que são mais baratas. Nas principais ruas de comércio do bairro Thamel, no Kathmandu, existem várias agências que oferecem o serviço. Abaixo, fotografei uma delas para dar noção dos trekkings oferecidos com o preço em dólar, incluindo o Everest Base Camp (EBC).

Serviços de trekking oferecidos pelas agências de Thamel


10) SHERPAS: Os povos das montanhas do Nepal são de uma etnia chamada Sherpa, que significa “povo do leste” na linguagem tibetana. É um povo alegre e "da paz". Estou acostumado a viajar pelo mundo e ver os turistas serem assediados por vendedores e pessoas oferecendo serviços, mas com os sherpas é diferente, percebi que não incomodam ninguém e são simpáticos sem ter interesse. O mais incrível é a capacidade desse povo de carregar peso nas montanhas a grandes altitudes. Me surpreendeu que alguns ainda fumam naquele ambiente de pouco oxigênio. Para quem vai fazer o trekking, existe a possibilidade contratar um sherpa para carregar sua mochila e demais equipamentos, sem fazer serviço de guia. O valor seria em torno de 1500 rupias diárias, tendo que prover ainda as refeições. Como não usei esse serviço não posso opinar. Na verdade, se você levar apenas o essencial na mochila, o serviço é dispensável.

Um sherpa levando carga entre os vilarejos nas montanhas


11) EQUIPAMENTO: Para fazer o trekking até o Everest Base Camp não é necessário levar equipamento de escalada. A principal preocupação deve ser levar uma roupa de frio adequada, de qualidade e leve. É essencial um conjunto de segunda pele (camisa e calça), um fleece (levei um com tecnologia polar da The North Face), um casaco e calça impermeável para proteger do vento, touca ou balaclava e um par de luvas resistente ao frio (se for Gore-tex melhor). Também levei um casaco de plumas de ganso 800 fibras que é bem recomendado, sendo usado até pelos monges da região. Outros equipamentos que levei: par de botas de trekking Gore-tex, mochila cargueira 70 litros, óculos escuros, saco de dormir, cuecas, 3 pares de meias, 3 camisas, chapéu, protetor solar, toalha de ciclista, escovinha de limpeza, kit de higiene, kit de medicamento, pasta para documentos (guardar as permissões, mapas e planejamento), copo dobrável de silicone, barras de proteína, talheres de plástico, garrafa pet, filtro de água portátil, GPS, saco para roupa suja, lanterna, power bank, carregadores, câmeras e assessórios. Recomendo usar também uma máscara, pano ou bandana para proteger a respiração da poeira da trilha. Outros que não usei mas podem ser úteis (e mais peso): bastões de trekking e liner de fleece.

Equipamento no final do trekking


12) ALTITUDE: O trekking ao Everest Base Camp parte de uma altitude moderadamente alta, 2.800 metros em Lukla, para alta altitude, mais de 5.200 metros no Campo Base. Nessas altas altitudes, o corpo precisa se aclimatar à saturação mais baixa do oxigênio no ar, a fim de evitar os sintomas da doença da altitude. O efeito de altitude pode ser brando como a dor de cabeça e o enjôo (50% dos trilheiros sentem e é normal), tratados com remédios comuns, ou pode ser grave como as Acute Mountain Sickness (AMS) em que estão inclusos os edemas cerebral ou pulmonar. A ascensão rápida aumenta o risco de sofrer com essas doenças. Eu subi em 7 dias e cheguei a enjoar e sentir dor de cabeça. Apesar disso variar de acordo com o metabolismo individual, é recomendado subir apenas 300 m de altitude por dia depois dos 3.000 m. Também é recomendado fazer caminhadas de aclimatação no alto e dormir mais baixo.


Quadro resumo das doenças de altitude com sintomas e tratamento


13) HOSPEDAGEM: Uma das melhores notícias é que não precisa levar barraca! Isso porque existem vários lodges (alojamentos) nos vilarejos pelo caminho. A maioria oferece alojamento com restaurante, cobrando preços que variam de 1 a 7 dólares (USD) pelo quarto individual, duplo ou triplo, porém o hóspede tem o compromisso de se alimentar apenas no lodge de acordo com o cardápio de café, almoço e jantar. Os quartos são simples, oferecem cobertores (nem sempre suficientes, leve o saco de dormir) e o banheiro é compartilhado. A área de restaurante é o único ambiente aquecido.

Aquecedor no restaurante de um lodge


14) YAKS: Estes são os bois adaptados e típicos da região dos Himalaias. Possuem pelagem longa, pernas curtas e são bastante dóceis. São muito úteis para o povo das montanhas, sendo utilizados para o transporte de cargas nas regiões de grandes altitudes. É comum cruzar com caravanas de Yaks durante o trekking, sendo uma característica ouvir os sinos colocados nesses animais para alertar os trilheiros. Outra utilidade curiosa é que os sherpas usam as fezes dos yaks como combustível para aquecedores já que não existe lenha suficiente nessas altitudes. E não fede!

 Caravana de Yaks partindo de um vilarejo dos Himalaias


As fezes ressecadas são usadas como "carvão" e são colocados no aquecedor com as mãos!


15) ÁGUA: As águas são abundantes no caminho, porém não são confiáveis pois estão poluídas pelos vários vilarejos existentes. Algumas fontes são potáveis, porém é recomendado usar pastilhas de purificação ou filtros portáteis. Eu filtrei a água das torneiras dos lodges e não passei mal. Em Gorak Shep (último vilarejo antes do Base Camp) a água é rara e não havia nem para lavar as mãos. Os preços das garrafas de 1 litro de água mineral variam de 100 rupias, nas vilas mais baixas, até 400 rupias em Gorak Shep.

Coletando água na trilha. Depois eu filtrei.


16) ALIMENTOS: Os alimentos são variados nos lodges, porém com pouca proteína disponível. Quanto mais alto, mais restrita são as variedades de comida e mais caras. São comuns as sopas, arroz frito, macarrão e noodles, a maioria acompanhada de vegetais. Os valores dos pratos variam de 1 a 10 USD. Para aliviar os efeitos da altitude, os sherpas recomendam alimentos com gengibre e alho, e para beber, recomendam o chá de menta. Fotografei alguns cardápios e vou mostrar nos posts dos relatos de cada lugar.

Torta de maçã recomendada por ser barata e bem servida


17) ENERGIA ELÉTRICA: Não existem tomadas para carregar equipamentos eletrônicos nos quartos dos lodges. Para recarregar baterias é necessário pagar uma taxa extra por carga. Uma dica é levar um ou mais power banks (carregadores portáteis). Atenção: os aeroportos da China têm restrição para power bank acima de 30.000 mA na bagagem de mão. Sugiro não levar maiores que 20.000 mA.


18) INTERNET: Todos os lodges em que eu passei ofereciam internet via Wi Fi, porém o uso é cobrado à parte. Não usei, logo não sei a qualidade da mesma. Outra curiosidade é que a internet 4G está disponível em quase todo o caminho. Para quem estiver interessado, pode comprar um chip na empresa NCELL no aeroporto, com planos variados.


19) LIXO: Tenha consciência e não jogue lixo na trilha. Existem essas lixeiras (foto abaixo) ao longo das trilhas para concentrar os lixos. Estão posicionadas, principalmente, nos locais de descanso existentes para os sherpas e trilheiros aliviarem o peso.

Lixeiras existentes ao longo da trilha


20) GRUPO DE WHATSAPP: Para tirar dúvidas e obter mais informações, existe um grupo de Whatsapp formado com pessoas que vão viajar ou estão viajando pelo Nepal, Índia e Butão. Basta entrar no link https://chat.whatsapp.com/2Fci67eNBeBAfOujU8838J no seu smartphone.


21) OUTROS TREKKINGS: Para quem tem mais tempo no Nepal, existem diversas outras opções de trekking, como para o Monte Annapurna, perto da cidade de Pokhara. Na região do Everest, um dos melhores é o Three Passes que é uma variação do trekking ao Everest Base Camp. A rota começa em Lukla e segue o itinerário padrão até Namche Bazaar, depois vai por um circuito até os belos lagos de Gokyo. Essa variação acrescenta de 2 a 3 dias na caminhada média do Everest Base Camp tradicional. Para mais informações, recomendo o post Everest Basecamp e Three Passes Trek do blog Viaje com Pouco. Além das informações do Three Passes, existem várias dicas que ajudaram bastante no panejamento da minha viagem.


CUSTOS (novembro 2018)

Os custos mais altos para a realização da viagem foram as passagens aéreas:

- Vôo Brasil x Nepal (ida e volta pela Air China) - R$ 3.895
- IOF da compra do Vôo Brasil x Nepal - R$ 258,19
- Vôo Kathmandu x Lukla (ida e volta pela Yeti Airlines) - 337,04 USD

 Abaixo, a minha lista de gastos durante a viagem na ordem dos acontecimentos:

- Visto do Nepal (15 dias) - 25 USD
- SIM card internet 4G - 400 NPR
- Táxi Pré-Pago - 700 NPR
- The Glashouse Hotel (chegada) - 15,75 USD
- Compra de luva Gore-tex - 1000 NPR
- Jantar + cerveja - 260 + 590 = 850 NPR
- Compra de power bank 10.000 mA - 2.000 NPR
- Garrafa de água - 30 NPR
- Táxi para aeroporto - 700 NPR
- Banana frita - 300 NPR
- Stargaze Hotel - 12,5 USD
- Jantar no Stargaze Hotel - 500 NPR
- Biscoito no aeroporto - 300 NPR
- Permissão trekking Khumbu - 2.000 NPR
- Jantar em Monjo - 600 NPR
- Hospedagem em Monjo - 100 NPR
- Café em Monjo - 300 NPR
- Permissão entrada Sagarmatha NP - 3.000 NPR
- Hospedagem Valley View (Namche) - 100 NPR
- Restaurante Valley View - 1400 NPR
- Hospedagem na Bakery (Tengboche) - 500 NPR
- Restaurante na Bakery - 1.430 NPR
- Hospedagem em Periche (2 diárias) - 1.000 NPR
- Chocolate cake - 200 NPR
- Restaurante Periche - 2.810 NPR
- Hospedagem em Lobuche - 700 NPR
- Restaurante em Lobuche - 1.480 NPR
- Hospedagem e restaurante (Gorak Shep) - 2.090 NPR
- Almoço em Thukla - 750 NPR
- Água em Lobuche (1L) - 300 NPR
- Hospedagem em Dingboche - 500 NPR
- Restaurante em Dingboche - 1.590 NPR
- Almoço em Tengboche - 750 NPR
- Água em Pangboche - 150 NPR
- Hospedagem e restaurante (Namche) -2.500 NPR
- Bandeirinhas de oração (lembrança) - 170 NPR
- Almoço e sobremesa (Pakhding) - 750 NPR
- Hospedagem em Lukla - 300 NPR
- Restaurante em Lukla - 1.460 NPR
- Táxi pré-pago (aeroporto x Thamel) - 750 NPR
- Biscoito artesanal - 75 NPR
- Brevê Nepal-Everest (2 peças) - 350 NPR
- Costura do brevê - 100 NPR
- Almoço em Thamel - 550 NPR
- Salgados e doces na padaria - 200 NPR
- Hospedagem The Glasshouse Hotel (2 diárias) - 4.350 NPR
- Táxi para o aeroporto - 600 NPR
- Batata frita no aeroporto - 100 NPR

Em resumo, troquei 340 dólares (USD) por rúpias nepalesas (NPR) durante toda a viagem. Somando os pagamentos em dólar de 25 USD do visto e 12,5 USD do hotel Stargaze, meu gasto total durante a viagem foi de 377,5 USD.


ROTEIRO

Clique aqui em ROTEIRO COMPLETO para visualizar o roteiro executado e ter acesso aos links de relatos do dia-a-dia do meu trekking até o Campo Base do Everest, no Nepal.


MEU ROTEIRO

Roteiro completo: MISSÃO EVEREST BASE CAMP

Próximo: KATHMANDU



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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 36 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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