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Nepal: Kathmandu, a capital que une a paz e o caos do país

A cidade apelidada de mandala do Nepal e suas principais atrações


Localizada a "apenas" 1.400 metros acima do nível do mar, a capital do Nepal foi meu ponto de chegada no país para então seguir rumo aos Himalaias e fazer o trekking até o Everest Base Camp. Diferente das regiões montanhosas, o Kathmandu fica localizado em um grande vale em forma de tigela. É a maior cidade do Nepal e o seu crescimento urbano nas últimas décadas criou um caos que não existe nas demais cidades, afinal, o Kathmandu possui atualmente cerca de 3 milhões de habitantes somando a cidade e as demais regiões satélites. Em 2013, o Kathmandu ficou em terceiro lugar entre os dez melhores destinos de viagem do mundo e em primeiro lugar na Ásia segundo o TripAdvisor.

O trânsito caótico de Kathmandu


THAMEL

Depois de chegar do aeroporto e ir de táxi até o Nepal Tourist Board resolver a situação das permissões para o trekking (e acabei não resolvendo), fui andando 1,5 km até achar meu hotel no meio das ruas estreitas e movimentadas de Thamel, o bairro histórico e turístico do Kathmandu. Fiquei hospedado no The Glasshouse Hotel. Passei por feiras com uma multidão de gente e de veículos dividindo espaço. Thamel tem um comércio variado e se destaca por suas diversas lojas de equipamento de trekking. Destaque para as lojas das famosas marcas The North Face Columbia que ficam próximas (clique no link para ver a localização). 

As ruas de Thamel são lotadas de pessoas e comércio


Mercado de rua entre construções antigas


Vai um peixe frito de almoço?


Em vários pontos existem templos budistas e hindus


VÔO CANCELADO

No dia seguinte voltei para o aeroporto, dessa vez no terminal de vôos domésticos, para o tão esperado dia do vôo para Lukla, o vilarejo de início da trilha para o Everest Base Camp. Antes da viagem eu havia comprado o vôo através do site da Yeti Airlines por 337,04 USD (ida e volta), agendado para decolar às 12h00. Ao me apresentar no guichê da Yeti me direcionaram para outra empresa: a Tara Air. Ficaram me enrolando até emitir o bilhete. Já no saguão de embarque (que parece uma rodoviária), esperei até 15h00 da tarde para então informarem que o vôo havia sido cancelado. Foi então que percebi que a lista de passageiros é sem critério e a empresa encaixa grupos de agências nos vôos e quem estava voando por conta própria acabou sobrando. Procurei um dos hotéis em frente ao aeroporto para passar a noite e tentar decolar novamente no dia seguinte. Fiquei hospedado no Stargaze Hotel.

Sorriso no rosto de quem ainda não sabia que teria o vôo cancelado


Um saguão de embarque que parece rodoviária e passageiros que parecem atores de Bollywood


Na rua em frente ao aeroporto, uma suástica budista desenhada para a proteção deste carro


TEMPLO DE PASHUPATINATH

Já que o vôo foi cancelado, aproveitei o tempo de luz que ainda restava naquele fim de tarde para visitar este templo dedicado ao deus Shiva. Caminhei por 2 km até a área do templo (veja o itinerário no Google Maps). Pashupatinath é um templo de cremação, um dos quatro locais religiosos mais importantes da Ásia para os devotos deste deus hindu. Não havia muitos turistas por ali e a entrada era cobrada (1.000 rupias, equivalente a um pouco menos que 10 dólares). Como não era autorizado fotografar dentro do templo e eu achei o valor muito caro, fiquei apenas admirando a parte externa do templo e me divertindo com os vários macacos espalhados. 

Caminhei cerca de 2 km nas ruas do Kathmandu para chegar ao templo


O templo é cercado por macacos


A entrada na área de cremação é paga e não pode usar câmeras


Preferi explorar a parte externa que era "0800"


A arte detalhada em um portão de madeira do templo


O que seria esse rosto macabro representado no portão?


Pedindo informação para um dos moradores do templo


Uma mãe dedicada e seu filhote primata


Esse trombadinha aí queria pegar minha bolsa... mas reagi


Como um bom templo hindu, não poderia faltar as vacas sagradas


Área de oração e oferendas ao deus Shiva


Uma vaca e um Lingam que representa o deus Shiva


RETORNO AO KATHMANDU

Passados 11 dias, eu consegui concluir o trekking do Everest Base Camp e retornei para a cidade do Kathmandu. Descansei no dia da chegada, saindo apenas para passear pelas lojas de Thamel e almoçar em um restaurante simples e barato. No dia seguinte ao retorno foi que eu comecei a explorar as principais atrações turísticas da cidade.

Lojas diversas nas ruas de Thamel


Restaurantes funcionam em construções antigas


Doce típico chamado Sikarni, à base de yogurte


Lembrança dos sherpas dos Himalaias


AMIDEVA BUDDHA PARK

No dia seguinte ao meu retorno ao Kathmandu, acordei cedo para começar a explorar a cidade. Depois de tomar café da manhã, segui andando por 3 km até o Amideva Buddha Park, a atração mais distante para começar o dia (veja o itinerário no Google Maps). São três estátuas gigantes e douradas que representam Chenresig (o Buda da compaixão de quatro braços), o Buda Sakyamunie (a maior estátua de Buda do Nepal) e o Guru Rinpoche, de bigode. Foram construídas em 2003 e o melhor de tudo é que a entrada para o parque é grátis. O complexo fica aos pés da colina onde está situado o Swayambhunath, a próxima atração.

No caminho passei por ruas do Kathmandu raiz, onde não tem turistas


Próximo do parque existem pequenos templos


Chenresig, Buda Sakyamunie e Guru Rinpoche, na sequência


As estátuas do parque foram construídas em 2003


A base dos budas também é uma atração com várias esculturas coloridas


Uma interessante representação que se assemelha os homens-pássaro mesoamericanos


Painéis que contam a história das divindades, quadro a quadro


O Buda verde que fica dentro de uma stupa e ouve o clamor dos peregrinos


SWAYAMBHUNATH

Continuei o caminho de volta até encontrar uma escada cheia de macacos que dava acesso ao templo no alto da colina que possui uma incrível vista panorâmica da cidade de Kathmandu.  O templo foi construído num local de lendas. Uma delas fala sobre um lótus milagroso plantado por um antigo Buda. Este lótus floresceu no lago e cobriu o Vale de Kathmandu. O lótus irradiava misteriosamente uma luz brilhante, e o nome do lugar passou a ser Swayambhu, que significa “auto-criado ou auto-existente”.

No alto do complexo existe uma stupa enfeitada com detalhes dourados


Ao redor da stupa principal estão outras menores e templos


Dezenas de pequenas stupas antigas


Templo hindu proibido fotografar o interior


Estátua de Buda


Uma das principais atrações de Swayambhu é o mirante da cidade


PRAÇA DURBAR DO KATHMANDU

Retornei andando em direção a Thamel. Meu próximo objetivo era explorar a área da Praça Durbar (veja a localização no Google Maps) que é o nome usado para descrever tanto as praças quanto as áreas dos antigos palácios reais do Nepal. Existem três Praças Durbar no Vale de Katmandu: a Kathmandu Durbar Square, a Patan Durbar Square (a mais bonita, porém fica a 6 km de distância), e a Bhaktapur Durbar Square.  Esta é uma da áreas históricas do Katmandu que foram mais afetadas pelo terremoto de magnitude 7,8 ocorrido em 25 de abril de 2015. As construções estão em processo de reconstrução.

Chegada à Praça Durbar do Kathmandu


O lugar é cercado de pombos por todas as partes


O terremoto ocorrido em 2015 danificou algumas estruturas


Detalhes nos monumentos históricos


Altar hindu para a deusa Kali, a deusa da morte


As pessoas acendem velas e colocam oferendas em plena rua


KAATHE SWYAMBHU SHEE

Ao retornar em direção ao hotel, descobri essa praça escondida com uma bela stupa central. Por estar escondida, poucos turistas estavam por ali e eu tive paz para contemplar aquela arquitetura. No que faltavam turistas, sobravam pombos. Veja aqui a localização no Google Maps.

A praça escondida chamada Kaathe Swyambhu Shee


A suástica presente na entrada de um restaurante. Sua forma geométrica representa a natureza imutável, direcional e infinita de Deus.


Outra atração do Kathmandu que eu não cheguei a visitar é a Stupa Boudhanath (Bouddha Stupa), um templo budista tibetano considerado o mais sagrado do mundo fora do Tibete e também uma das maiores stupas semi-esféricas do mundo. Veja aqui a localização no Google Maps.




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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 37 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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