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Everest Base Camp (dias 8, 9, 10 e 11): Trekking de retorno

Caminhada até Lukla para o embarque de volta ao Kathmandu


Com a missão de chegar no Everest Base Camp já cumprida, o próximo desafio seria retornar para Lukla e embarcar no vôo de volta ao Kathmandu. Apesar de caminhar perdendo altitude, não seria tão fácil fazer esse itinerário que durou 7 dias de subida em apenas 3 dias de descida. Seriam cerca de 20 km de caminhada por dia, e nem sempre em descidas.

Hora de encarar o caminho inverso para concluir o trekking


GORAK SHEP x DINGBOCHE (DIA 8)

Depois de passar a noite em Gorak Shep (5.170 m), iniciei a caminhada de volta para pernoitar em Dingboche (4.360 m), tendo a previsão de 15,5 km de deslocamento naquele dia. Algumas pessoas aproveitam este dia do roteiro para acordar cedo e subir o mirante do Kala Patthar. O caminho de volta é quase sempre descida, passando por Lobuche e o Memorial dos Sherpas. Em Thukla fiz uma parada para almoço no Kala Pathar Lodge, um prato bem servido de macarrão com molho de tomate por 750 rupias. Continuei até a bifurcação Dingboche-Periche e, dessa vez, subi o morro em direção a Dingboche. Depois de uma longa caminhada semi-plana pelo alto da montanha, cheguei em Dingboche e me hospedei no Snowlion Lodge e Restaurant por 500 rupias o quarto. Não havia água no lodge. Como gostei do prato de macarrão do almoço, pedi outro no jantar!

Deixei o Kala Patthar para trás e iniciei o retorno


Parada no Kala Pathar (o lodge, e não a montanha!)


Um dos melhores pratos que comi na trilha


Passagem pelas pedras brancas e subida no morro em direção a Dingboche


Vista do alto da trilha para Dingboche. Lá no fundo está Periche


A trilha termina na maior stupa de Dingboche


Hora de aquecer o restaurante do lodge com cocô seco de yak


Fotografei o cardápio para dar uma noção dos preços:






DINGBOCHE x NAMCHE BAZAR (DIA 9)

Iniciei a caminhada cedo naquele dia, por volta das 7h30, pois seria uma longa jornada de Dingboche (4.360 m) até Namche Bazar (3.440 m), com a expectativa de caminhar 20 km naquele dia. A trilha começa descendo até o nível do rio, atravessando a ponte, e depois de uma curta subida íngreme, a trilha segue quase plana descendo até passar pelo vilarejo de Pangboche (3.985 m). Ao sair de Pangboche já é possível avistar a aldeia de Tengboche no alto da montanha. A trilha segue atravessando uma ponte suspensa, passa no vilarejo de Deboche e chega o primeiro subidão do dia. Já em Tengboche, passei na Bakery onde eu havia esquecido meu passaporte e as permissões no quarto dia de trekking. Os donos do estabelecimento guardaram para mim e aproveitei para almoçar lá (Chicken Fried Rice). Continuando a trilha, o caminho segue por uma longa descida íngreme até o nível do rio, depois sobe também íngreme, mas não tão longa. Existe um Check Point neste ponto. Depois a trilha vai de forma ondulada mas sem grandes desníveis, cruzando por 2 aldeias até chegar em Namche por volta das 18h (já havia escurecido). Pernoitei no Moonlight Lodge & Restaurant por 200 rupias o quarto.

Sherpa parecendo uma formiga ao levar uma carga muito maior que o normal


Caravana de yaks carregando botijas de gás em uma aldeia


A aldeia de Tengboche vista de longe


Uma curiosa suástica na parede na Bakery

Travessia da ponte suspensa após Tengboche


NAMCHE BAZAR x LUKLA (DIA 10)

Às 8h00 iniciei o último dia de trekking, saindo de Namche Bazar (3.440 m) em direção a Lukla (2.800 m) onde está localizado o aeroporto da região. Fiz uma parada no Check Point da saída de Namche e comecei descendo a trilha empoeirada e íngreme até cruzar a ponte suspensa e descer ao nível do rio. Depois de percorrer a margem esquerda do rio e cruzar uma ponte à outra margem, a trilha passa pelas aldeias de Jorsale e Monjo (onde está outro Check Point). Segue por trechos curtos de subidas e descidas através de Benkar até Phakding (2.652 m). A partir deste ponto, a trilha sobe constantemente até chegar em Lukla. Cheguei por volta das 18h00 e já havia escurecido. Me hospedei próximo do aeroporto, no Himalaya Lodge por 300 rupias o quarto.  

Vista de Namche Bazar a partir da janela do lodge


Entrega de carga em Namche! 😡


A trilha desce beirando o rio 


Passagem pela aldeia de Monjo


Cachoeira perto da aldeia de Benkar


RETORNO AO KATHMANDU (DIA 11)

No dia anterior, ao chegar em Lukla, passei pelo escritório da empresa Yeti Airlines/Tara Air que ainda estava aberto na rua principal. Apesar de fechar às 17h00 normalmente, naquele dia a loja ficou aberta até as 18h00. Apresentei o meu bilhete de passagem impresso e, depois de analisarem os vôos, a atendente falou para eu estar pronto para o check in às 5h da manhã. Ouvi relatos de que os vôos são constantemente cancelados por falta de energia no aeroporto e quando eu cheguei, o aeroporto estava sem energia! Mas acho que era por causa do horário pois fizeram o check in normalmente e, apesar do meu vôo estar previsto para as 10h00 no bilhete, me embarcaram num vôo das 7h00. A decolagem é sinistra pois a pista, além de ser inclinada, no final termina em um abismo! Para compensar o drama da ida para Lukla, cheguei cedo no Kathmandu e tive um dia de descanso. A missão do trekking, enfim, estava terminada!

Decolagem no aeroporto de Lukla rumo ao Kathmandu


RETORNO PARA O BRASIL

Passei mais um dia completo no Kathmandu antes de embarcar de volta ao Brasil, com conexões em Chengdu e Pequim (China), Frankfurt (Alemanha) e chegando em São Paulo-GRU.

Passagem pela capital da China durante as conexões de retorno ao Brasil




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Sobre o autor
Renan tem 36 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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