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Everest Base Camp (dia 3): Trekking de Namche até Tengboche

Terceiro dia do tradicional trekking rumo ao Everest Base Camp


Depois de uma noite fria em Namche, acordei com os vidros do quarto embasados mas com o sol mostrando que seria um dia claro. Comi meu omelete de café da manhã às 7h30 conforme havia combinado na noite anterior. A maioria dos lodges perguntam qual será o seu pedido e o horário no dia seguinte para não atrasar a saída planejada para o trekking. Às 8h40 eu iniciava a trilha.


CAMINHADA RUMO A TENGBOCHE

A previsão de caminhada neste dia era de 8,6 km de Namche Bazar (3.440 m) até Tengboche (3.867 m). O trekking a partir dos 3.000 metros se torna mais complicada pois a altitude começa a afetar o organismo, e nesse caso a aclimatação não está completa, sendo esse um dos dias considerados mais difíceis tradicionalmente, principalmente pela longa subida final.

Exceto para os sherpas que estão adaptados à altitude, a caminhada deste dia pode ser cansativa


A trilha segue subindo pela rua principal de Namche (o mesmo caminho do dia anterior feito como trilha de aclimatação) até chegar na placa que indica a direção do Everest Base Camp. A partir desse ponto, a trilha continua por uma estrada bem construída que vai beirando a encosta da montanha, com variações de altitude bem leves, e que passa por duas stupas e paisagens bem bonitas.

Já na parte alta de Namche, a trilha para o Everest segue por trás dessa pedra, à direita (tem placa)


A estrada é larga e bem "pavimentada", beirando a montanha


Existem duas grandes stupas budistas no caminho


Nas paredes também podem ser vistas orações talhadas em letras nepalesas


A paisagem do caminho é sensacional


KENJUMA

A primeira aldeia no caminho desde Namche concentra lodges e restaurantes bem organizados. Também tem uma padaria com variados tipos de doces regionais. Ao passar pela aldeia, não deixe de girar as rodas budistas, dizem que dá sorte e purifica a alma! 😁

A organizada aldeia de Kenjuma


Caravana de yaks passando em Kenjuma


SANASA

Depois de Kenjuma a trilha segue pela floresta até um entroncamento que leva a diferentes rotas da região, incluindo Khumjung e o lago Gokyo. Basta seguir a trilha principal para Tengboche que é bem sinalizada. A próxima aldeia será Sanasa que tem como característica a venda de artesanatos variados e expostos na passagem da trilha.

Neste ponto existe um entroncamento para outras rotas da região. Basta seguir a placa.


Passagem pela aldeia de Sanasa e seus artesanatos variados


A trilha continua por paisagens relaxantes


Parede com orações budistas

PHUNGI THENGA

A trilha começa a descer até o nível do rio Dudh Koshi. Após uma descida íngreme se chega na aldeia de Phungi Thenga que possui restaurantes para quem deseja fazer uma parada para o almoço. Eu só comi uma barrinha de proteínas e segui cruzando a ponte sobre o rio. 

Aldeia de Phungi Thenga no nível no rio 


A ponte suspensa atravessa o rio Dudh Koshi


Na outra margem do rio existe um posto da Associação de Hotéis da região de Khumbu. A partir deste ponto é cobrada uma taxa única e pré-paga para a hospedagem nos vilarejos de Tengboche, Deboche ou Pangboche, no valor de 500 rupias por diária. Eles emitem um voucher em duas vias, sendo que uma delas deve ser entregue no lodge de sua escolha.

Guichê da associação de hotéis da região de Khumbu


Alguns metros a frente existe um WC e um quartel militar nepalês. Ali também se encontra o último Check Point de conferência das permissões do trekking. Depois de conferido, começa uma das subidas mais íngremes e longas de todo o trekking, tendo cerca de 510 metros de elevação até o vilarejo de Tengboche. Antes de subir, se certifique que está levando água pois a caminhada vai durar horas (em média, duas horas). 

Último Check Point na trilha do Everest Base Camp


A subida é íngreme e longa, mas a paisagem compensa


Fazer paradas nas áreas de descanso é essencial para conseguir chegar lá


Caravana com bezerros de yaks descendo a montanha


No meio da trilha surgiu uma cabra selvagem da montanha


Quanto mais alto, mais bonita é a vista das montanhas


TENGBOCHE

Também identificado como Tyangboche em algumas placas, o vilarejo de Tengboche fica a 3.867 metros de altitude e surgiu a partir de um mosteiro budista construído em 1923. O Mosteiro de Tengboche é o maior na região do Khumbu. Em 1934, foi destruído por um terremoto e reconstruído mais tarde. Em 1989 foi a vez de um incêndio destruir, mas novamente foi reconstruído por voluntários. Uma curiosidade é que Tenzing Norgay, o primeiro homem a chegar ao cume do Monte Everest com Sir Edmund Hilary, nasceu nesta área, na aldeia de Thani, e foi enviado para este mosteiro para ser um monge. Atualmente o Mosteiro de Tengboche é aberto a visitação de 7h às 8h, de 9h às 11h, e de 13h às 16h30. A entrada é grátis porém não pode fotografar ou filmar o interior.

Chegada em Tengboche


A placa de chegada marca 3.875 metros de altitude


O Mosteiro de Tengboche é aberto à visitação


Entrada do mosteiro, um dos maiores da região


Pelo detalhe e conservação é evidente o cuidado que os monges têm como mosteiro


Para entrar no salão com a estátua de Buda, um monge acompanha os visitantes


Um monge entoando mantras em torno de uma stupa


JANTAR E PERNOITE

Não existem muitas opções de hospedagem em Tengboche, porém há lugar para todos. Fui no melhor hotel para saber se o voucher seria válido para a hospedagem, mas não havia vaga e me indicaram a Bakery (padaria). A hospedagem naquele local era rústica, principalmente o banheiro, mas o refeitório era bem cuidado e limpo. Pedi um prato de Chicken Fried Rice (arroz frito com frango) para o jantar e devorei com a fome de quem não parou para almoçar naquele dia.

 
Banheiro rústico da bakery de Tengboche


Interior do refeitório da bakery


Chicken Fried Rice bem servido por 600 rupias


 Fotografei o cardápio para dar uma noção dos preços:








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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 37 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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