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Everest Base Camp (dia 2): o aconchegante vilarejo de Namche Bazar

Segundo dia do tradicional trekking rumo ao Everest Base Camp


Acordei às 7h00 no vilarejo de Monjo para continuar a aventura rumo ao Everest Base Camp. Meu café da manhã foi um omelete de 300 rupias. Às 8h40 da manhã iniciei a caminhada até meu objetivo do dia que era chegar no vilarejo de Namche Bazar. Fiz uma parada no final de Monjo para obter a segunda permissão necessária para o trekking.

Monjo chega a uma elevação de 2855 metros de altitude


PARQUE NACIONAL SAGARMATHA

A partir deste ponto se inicia a área do Sagarmatha National Park e é cobrada uma segunda permissão para quem segue o trekking rumo ao Everest Base Camp, no valor de 3.000 rupias (novembro 2018). Depois de emitida a segunda permissão, esta é grampeada na primeira e existe um Check Point policial logo ao lado do ticket office.

Ticket Office de obtenção da segunda permissão do trekking


JORSALE

Depois da saída de Monjo há uma escadaria de pedras que desce até atravessar uma ponte para o lado oposto do rio onde está localizada a vila de Jorsale (2.800 m), a apenas 1 km de Monjo. Esta é o último vilarejo bem estruturado com lodges, restaurantes e lojas, antes de chegar em Namche Bazar. A trilha segue até cruzar o rio novamente, seguindo a margem até uma subida íngreme que leva a outra ponte. Abaixo é possível observar uma ponte que foi desativada. Após cruzar a ponte, começa uma longa trilha íngreme que possui degraus e sobe até o vilarejo de Namche.

Descida na escadaria de pedras até Jorsale


Em Jorsale também é comum as inscrições religiosas talhadas em pedras


A trilha segue pela margem do rio


A segunda ponte após Jorsale marca o início da subida até Namche


Uma das pontes mais altas do trekking


As pontes são decoradas com bandeirinhas de orações para proteção


O tráfego de yaks é grande no caminho de Namche


A carga também é levada pelos sherpas montanha acima


Os carregadores usam uma madeira que serve para aliviar o peso da carga e descansar


TOPDANDA

Ao chegar aos 3.140 metros de altitude existe uma localidade chamada Topdanda que é ponto de parada e descanso para os sherpas e trilheiros. No local há banheiros e uma placa informativa sobre a fauna do parque Sagarmatha. Este também é um dos primeiros pontos em que é possível ver o Everest.

Área de descanso em Topdanda


Os sherpas estavam se divertindo com um jogo de azar típico da região


Primeiro mirante do Everest


NAMCHE BAZAR

Por volta das 13h00, cheguei em Namche Bazar (3.440 m no seu ponto mais baixo) depois de uma caminhada de 4,5 km desde Jorsale e com muita subida! Antes de entrar na vila há um Check Point policial para a conferência das permissões. O vilarejo fica na passagem de várias rotas na subida dos Himalaias por isso se desenvolveu como o principal centro de comércio da região, possuindo também vários lodges, restaurantes, cybercafés, pizzarias e casas de câmbio. É um lugar aconchegante e se tornou destino não somente daqueles que seguem rumo ao Everest, mas também de turistas buscam a cidade para passar alguns dias de descanso. 

Chegada no vilarejo de Namche Bazar a 3.440 metros de altitude


O povo local deixa a pimenta secando ao sol


Stupa de Namche Bazar


Crianças receptivas me ajudaram a achar hospedagem boa e barata


TRILHA PARA ACLIMATAÇÃO

Namche também é o local em que, tradicionalmente, as expedições para o Everest param para fazer a primeira aclimatação. No meu caso, como perdi um dia com o cancelamento do vôo, tive que descartar o dia de aclimatação. Ao invés disso, fiz uma caminhada de aclimatação subindo em direção a Khumjung (3.790m) para seguir a técnica dos montanhistas de grandes altitudes: "trabalhar no alto e dormir no baixo". A ida e volta faz o organismo começar a produzir hemácias para suportar um ambiente com menor quantidade de oxigênio. Para chegar na trilha basta seguir as placas, subindo a rua principal até o final. No final da subida consegui ver o Everest todo amarelado com a luz do pôr do sol.

Vista a partir do alto de Namche Bazar


Essa placa no alto de Namche explica a direção de Khumjung / Khunde


No meio da subida há uma área de descanso com bandeirinhas de oração


Chegada a 3.775 metros de altitude


Na volta, um cão resolveu me escoltar



JANTAR E PERNOITE

Fiquei hospedado no Valley View Lodge e Restaurant que cobrou apenas 100 rupias pelo quarto. O lema do lodge é "Come as a guest, leave as a friend" (venha como convidado e saia como amigo). Cheguei da trilha direto para o jantar às 18h00 e pedi um dos pratos tradicionais do Nepal: o Dal Bhat, uma sopa de lentilhas servida com arroz, vegetais e uma massa frita. Fotografei o cardápio do restaurante para dar uma noção dos preços (Rs = rupias):








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Renan tem 37 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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