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Rio de Janeiro: Roteiro por Barra de Guaratiba e a Pedra do Telégrafo

Uma das trilhas mais famosas do Rio e outras atrações da região


O curioso da Pedra do Telégrafo é que ela é um dos lugares mais famosos do Rio de Janeiro apesar de ficar bem distante da sua Zona Sul. Tudo isso por causa da imagem clássica que dá a impressão de exposição em um abismo... e que abismo! Uma das vistas mais bonitas da cidade! Por esse motivo, a trilha da Pedra do Telégrafo é muito procurada por centenas de pessoas diariamente, havendo até filas gigantescas para registrar a tal foto nos finais de semana. Sabendo disso, planejei explorar a Pedra do Telégrafo em uma data bem específica: no dia do jogo da seleção brasileira na Copa da Russia 2018, em plena partida de oitavas de final (Brasil x México).


COMO CHEGAR?

A Pedra do Telégrafo e a Pedra da Tartaruga ficam no bairro carioca de Barra de Guaratiba, a 58 km de distância do centro do Rio de Janeiro. Veja aqui o itinerário de carro no Google Maps. As opções para se chegar de transporte público são as seguintes:

Opção 1 - Pegar um metrô até a estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, e depois pegar o BRT Semi Expresso 25 (linha Mato Alto x Jardim Oceânico), no sentido" Mato Alto". Desembarque na estação Ilha de Guaratiba. De lá, pegue um ônibus da Linha 867 (Campo Grande x Barra de Guaratiba) até o ponto final. O caminho de retorno é o mesmo.
*Aos domingos: Pegar um BRT expresso em direção a estação Recreio Shopping e de lá pegar um BRT parador até a estação Ilha de Guaratiba.

Opção 2 - Pegar um trem da Supervia até a estação Campo Grande e de lá pegar o ônibus da Linha 867 (Campo Grande x Barra de Guaratiba) até o ponto final. O caminho de retorno é o mesmo.

Caminho Elias José


Fui de carro com um grupo de amigos. Para quem também vai dessa forma, existe um estacionamento particular, improvisado mas com segurança, em que é cobrado R$ 20 por carro (julho 2018). O estacionamento fica no caminho Elias José, veja o local no Google Maps.

 Estacionamento particular do Telégrafo


O estacionamento fica próximo da trilha da Pedra do Telégrafo, mas meu plano era acampar na Praia do Perigoso para retornar no dia seguinte, deixar a mochila no carro e subir para a Pedra do Telégrafo.

 Descida pelos becos em direção à trilha das praias selvagens


PRAIA DO PERIGOSO

Cheguei em Barra de Guaratiba no dia anterior daquele que pretendia fazer a trilha do Telégrafo. Minha primeira meta era fazer a trilha até a Praia do Perigoso e acampar lá aquela noite. O início da trilha é direcionado pelas ruas através de "marcas de pegadas" impressas nas paredes e postes. A caminhada dura em torno de 1 hora e não tem perigo de se perder, basta seguir sempre pela trilha mais aberta e olhar as placas. No final se chega numa bifurcação, à esquerda é a praia e à direita é a trilha que sobe para a Pedra da Tartaruga.

Marca padrão que direciona ao início da trilha


Também existem placas e é possível perguntar para os moradores


Ilha que pode ser observada de um mirante na trilha


Escureceu e eu ainda estava na trilha, mas com as placas e uma lanterna é fácil de caminhar


Uma das coisas mais legais da Praia do Perigoso é a possibilidade de acampar de maneira selvagem. Esta é uma das únicas praias cariocas consideradas selvagem, ou seja, sem intervenção do homem. O motivo do nome "Perigoso" é incerto. Uma lenda diz que um presidiário bastante perigoso escapou da antiga prisão de Ilha Grande e se refugiou acampando nessa praia. Outra lenda afirma que a praia leva esse nome por causa da maré "perigosa" que, apesar de se manter tranquila alguns dias, pode mudar para um mar agitado. As outras praias selvagens vizinhas são: a Praia do Meio, Funda, Búzios e do Inferno.

Montei a barraca no escuro, bem embaixo de uma amendoeira


É uma experiência interessante acampar numa praia selvagem e assar sua própria comida numa fogueira, mas é sempre bom lembrar que tudo deve ser feito com consciência. Fique atento para coletar apenas lenha seca para fogueira, ou seja, aqueles galhos e troncos que já estão caídos no chão. Não corte galhos ou troncos em plantas vivas! Preste também atenção para não aproximar o fogo da mata para evitar incêndios. O mesmo para cigarros. Aliás, todo o lixo deve ser recolhido e levado de lá. Não enterre ou queime lixo, cuide da limpeza do lugar para manter esse paraíso assim por muitas gerações!

Prato principal da noite: salsichão no espeto


Segundo prato: queijo coalho


PEDRA DA TARTARUGA

Acordei às 5h30 da manhã, ainda escuro, para desmontar acampamento e subir a trilha para o alto da Pedra da Tartaruga. A elevação tem esse nome pois tem a forma de uma cabeça de tartaruga. A subida é íngreme mas curta, demorou uns 20 min e logo eu chegava em um dos melhores mirantes para contemplar o nascer do sol naquela região. Lá de cima é possível observar, além da Praia do Perigoso abaixo, também as praias dos Búzios, do Meio, e Inferno. Mais ao fundo estão as praias de Grumari, do Recreio e da Barra.

Amanhecer na Praia do Perigoso


Trilha curta e íngreme até o alto da Pedra da Tartaruga


A Pedra da Tartaruga é um local bastante frequentado por praticantes de rapel


Um dos mirantes mais bonitos da região


E o sol enfim nasceu!


Vista da Praia do Perigoso (esquerda) e da Praia do Meio (direita) 


Não parece uma cabeça de tartaruga?


Depois de assistir mais um espetáculo do nascer do sol, peguei a trilha de volta para Barra de Guaratiba para deixar a mochila no carro e seguir para a trilha da Pedra do Telégrafo. Com a luz do dia eu consegui ver mais detalhes da trilha, inclusive as pichações feitas na natureza por seres idiotas 😒.

Início da trilha que liga a Praia do Perigoso à Praia do Meio


O que tem na cabeça de quem vandaliza a natureza? 


De volta à nossa civilização... 🙈


PEDRA DO TELÉGRAFO

Retornei ao estacionamento, deixei meu mochilão no carro e fui apenas com minha bolsa cheia de água para um dos pontos naturais mais famosos do Rio de Janeiro e que atrai multidões, principalmente nos finais de semana e feriados quando é normal encontrar filas enormes. A trilha da Pedra do Telégrafo tem cerca de 2 km, cujo percurso dura normalmente de 30 a 45 minutos. O acesso é livre, mas o preço que se paga é a paciência para esperar sua vez no local da foto famosa, por sorte eu cheguei algumas horas antes do jogo da seleção brasileira e havia apenas uma meia dúzia de pessoas (metade era de gringos!)

Placas lembram que aquela trilha faz parte do Parque Estadual da Pedra Branca


Na trilha, outro mirante é voltado para a Restinga da Marambaia


Uma curiosidade é que a Pedra do Telégrafo não é aquela da famosa foto "caindo no abismo", esta se chama Pedra da Bigorna. A verdadeira Pedra do Telégrafo possuía instalações militares durante a 2º Guerra Mundial para observação. Teve por bastante tempo uma bandeira do Brasil hasteada no seu topo (mas não tem mais). Essa pedra fica no ponto mais alto do Morro de Guaratiba e para subi-la é necessário equipamento de escalada. Por sorte, quando eu fui havia uma corda amarrada para auxiliar a subida.

Vista do topo da verdadeira Pedra do Telégrafo 


O visual da Pedra do Telégrafo é realmente espetacular. A vista do local inclui a Restinga da Marambaia, as praias selvagens, o Recreio dos Bandeirantes, a Barra da Tijuca e até a Pedra da Gávea no horizonte. Mas para a maioria das pessoas que se aventura naquela trilha o que importa é fotografar a clássica cena que cria uma ilusão de ótica frente ao abismo. Sim, é tudo uma ilusão causada pelo ângulo da fotografia. Desculpe desiludir vocês, mas eu tinha que contar... 😂😂😂

Making off da famosa foto da "queda no abismo"


A pedra, na verdade, fica ao alcance de todos


O ângulo da foto é o segredo para essa famosa e espetacular cena


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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 36 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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