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Islândia (dia 5): As incríveis cataratas Hengifoss e Dettifoss

Cachoeiras, neve e lendas de monstros marinhos em mais um dia de exploração


Na noite anterior pernoitei no estacionamento da trilha para as cachoeiras Litlanesfoss e Hengifoss. Veja a localização no Google Maps. Naquele estacionamento existe um banheiro público que me surpreendeu pela limpeza e por ter luz acesa a noite toda, um exemplo da abundância de energia na Islândia. O estacionamento fica em frente ao Lago Lagarfljót (também chamado Lögurinn), um lago comprido, que tem 25 km de comprimento, sua maior largura é de 2,5 km e sua maior profundidade é de 112 m.

O estacionamento de início da trilha para Hengifoss e o misterioso Lago Lagarfljót ao fundo


O MISTÉRIO DO MONSTRO DO LAGO

O Lago Lagarfljót é o local da lenda do monstro marinho Lagarfljótsormurinn, o "monstro do Lago Ness" versão islandesa. Essa suposta criatura teria 90 metros comprimento e forma de um verme gigante. Existem relatos de avistamentos recentes pelo chefe do Serviço Florestal Nacional Islandês, Sigurður Blöndal, feito em 1963 e por um professor e alunos da Escola Hallormsstaðir, em 1998. Também teria sido avistada fora do lago enrolada ou deslizando nas árvores.

Suposta aparência do monstro Lagarfljótsormurinn


Em fevereiro de 2012, a emissora de TV islandesa RÚV exibiu um vídeo feito por um fazendeiro que mostra o suposto monstro nadando nas águas do Lago Lagarfljót. Especialistas analisaram o vídeo e se dividiram nas opiniões. Aqueles que não acreditam, justificaram que aquilo seria apenas algum objeto inanimado movido pela corrente rápida do lago. Será? Veja o vídeo:



LITLANESFOSS

A trilha para a cachoeira Hengifoss tem 2,5 km de comprimento no total (só de ida) e passa pela cachoeira Litlanesfoss depois de 1,2 km de caminhada. A trilha começa no estacionamento através de uma porteira, mas ela não fica trancada, basta abrir para passar. A trilha sobe e segue beirando um desfiladeiro até chegar nessa cachoeira. Litlanesfoss é cercada por formações rochosas de colunas de basalto. Algumas colunas são retas e algumas curvas, medindo de 15 a 20 metros de altura, sendo as colunas de basalto mais altas do país. A queda d´água de 30 metros de altura cai em duas etapas.

São 1,2 km de trilha para chegar na catarata Litlanesfoss


A queda de água é cercada por colunas de basalto, sendo as mais altas da Islândia


HENGIFOSS

A trilha segue passando por outra porteira e fica estreita ao beirar o rio. Ao fundo já começa a ser possível avistar a catarata. Hengifoss é anunciada na placa de entrada da trilha como tendo 118 metros de altura, mas medições posteriores afirmam que ela tem 128 metros, o que faz de Hengifoss a segunda cachoeira mais alta da Islândia. Ela possui camadas rochosas de argila vermelha imprensadas entre camadas de basalto. A catarata estava parcialmente congelada, inclusive a beira do rio possui placas de gelo que podem ser perigosas. A trilha chegou num ponto em que eu pisei e o gelo quebrou, e eu quase caí na água. A terra cobria o gelo e não pude perceber que não era terra firme.

A cachoeira e partes da margem se encontravam parcialmente congeladas


Rochas de arenito espalhadas como após um tremor


A correnteza desce forte até desaguar no Lago Lagarfljót


A trilha segue de frente para a Hengifoss com o rio beirando à direita


Pisei numa placa de gelo coberta de terra e quase caí no rio quando quebrou


Hengifoss é uma das cachoeiras mais altas do país


Ida e volta na trilha dura cerca de duas horas de caminhada e fotos


STÓRURDH

Depois de explorar as cachoeiras, segui por 90 km (1h15) e passei pela cidade de Egilsstaðir com destino à Stórurð, que significa "Rochedos Gigantes", um dos lugares ainda pouco conhecidos da Islândia que eu conheci por acaso em fotos do Instagram. Veja a localização no Google Maps. O lugar fica abaixo do pequeno glaciar a oeste das montanhas Dyrfjöll. Existem pedregulhos gigantescos, belos campos verdes e lagoas virgens.

Passagem pela cidade de Egilsstaðir


Para chegar em Stórurð é necessário fazer uma trilha fácil de 6h (14 km) até um campo de lava com lagoa no centro. Veja a trilha no Wikiloc. GPS: (N65 ° 30,88-W13 ° 59,79). A melhor época para fazer a trilha é em meados de julho até meados de setembro. Como eu fui em abril, já imaginava que a neve estaria cobrindo a região, mesmo assim fui até lá para confirmar. Não foi possível fazer a trilha até Stórurð, mas foi divertido mesmo assim caminhar naquele cenário frio e branco!

A neve estava forte em abril nas montanhas Dyrfjöll onde fica a trilha para Stórurð


Início da trilha para Stórurð


Não perdi a viagem e fiz uma caminhada subindo o morro coberto de neve


Retornei desde a região de Vatnsskarð rumo à catarata Dettifoss. No caminho passei pela maior floresta na Islândia, a Hallormsstaðarskógur, e entrei novamente na cidade de Egilsstaðir. Parei para abastecer o carro e assisti um jogo de futebol, era interessante ver como o povo islandês reagia ao esporte pois aquele era o ano em que a Islândia participaria pela primeira vez de uma Copa do Mundo, na Russia.

Como as montanhas estavam cobertas pela neve, segui caminho pela estrada


Região de Hallormsstaðarskógur, a maior floresta do país


Parei para assistir um autêntico jogo de futebol na Islândia


A Copa do Mundo de 2018 marca a primeira participação da Islândia no evento


DETTIFOSS

Depois de dirigir por 182 km (2h40min), cheguei em Dettifoss, uma catarata com 100 metros de largura e uma queda de 44 metros de altura. É a maior cachoeira da Islândia em termos de vazão volumétrica (vazão média de 193 m3/s). A estrada para chegar no local é nova e existe um estacionamento grande na chegada. Para estacionar e acessar a cachoeira é grátis. Veja a localização no Google Maps.

Uma trilha curta e sinalizada leva até a Dettifoss


O caminho estava cheio de neve


A força da catarata é tão grande que jorra gotículas por todo lado


Existem 2 mirantes principais para se observar a catarata


A água vem do glaciar Vatnajökull, cujo escoamento rico em sedimentos pinta a água de um branco acinzentado


Existe outra pequena trilha (400 m) que leva até a cachoeira Selfoss. Nada demais perto da imponente Dettifoss. A neve começou a cair mais forte e voltei para o carro para ir embora, mas antes dei uma parada num bonito lago de águas turquesas na beira da estrada.

Lago desconhecido mas de cores bonitas na beira da estrada


Os flocos de neve caíram mais forte no final da tarde


PERNOITE

Segui mais 60 km (1h) até Hverir, um local que parece outro planeta e solta fumaças de enxofre. Como já estava escurecendo, parei no estacionamento para jantar e dormir, logo deixaria para explorar Hverir na próxima manhã. A água no local não era potável como na maioria do país pelo contato com o enxofre, logo pegamos neve para derreter e conseguir cozinhar os ovos e o miojo daquela noite.

A neve era a única fonte de água confiável para consumir


A neve foi derretida com ajuda do fogareiro


Preparação do jantar rico em proteínas 😜


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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 36 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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