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Ucrânia: Museu Nacional de Chernobyl em Kiev

O lugar que guarda histórias de um desastre que abalou o mundo


Um museu imperdível em Kiev é este que conta a história do pior acidente nuclear da história em termos de custo e de mortes resultantes, classificado como um evento de nível 7 (classificação máxima) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares, que teve apenas o acidente de Fukushima (2011), no Japão, como semelhante. O museu foi inaugurado em 1992 e recebeu financiamento do governo japonês. Nele são apresentadas conexões com as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que também tiveram que lidar com as consequências da radioatividade.


COMO CHEGAR?

Apesar de um pouco afastado do centro de Kiev, é fácil chegar de metrô. A estação mais próxima é a Kontraktova Ploshcha, da linha 2 (azul), e fica localizada na Praça Kontraktova. Veja aqui a localização no Google Maps. No meu caso, fui a pé mesmo, conhecendo a cidade pelo caminho.

Entrada do Museu Nacional de Chernobyl


O edifício em que o museu se localiza foi construído no início do século 20 e era sede de uma brigada de bombeiros. Foi doado em 1992 pela Guarda Estatal de Proteção contra Incêndios. Do lado de fora havia um carro de combate usado na União Soviética em exposição.

País em guerra é assim: um carro de combate no estacionamento! 😁


O museu é dividido em dois salões localizados no segundo andar. Funciona de segunda a sábado de 10h às 18h (fechado aos domingos e a última segunda-feira do mês). O ingresso custou apenas 10 Hryvnia (agosto de 2017), cerca de R$ 1,20!!! As placas são escritas em cirílico, sendo quase impossível achar alguma descrição em inglês. Existem audioguias em inglês e outros idiomas por 120 Hryvnia, mas eu quis economizar e encarei o cirílico mesmo 🙆

A subida até as salas de exibição é feita por entre as placas das aldeias abandonadas


O acesso aos salões de exibição é feito entre "placas de trânsito" das aldeias abandonadas após o desastre. Como simbologia, a parte da frente das placas é normal mas no verso as placas são pretas e cortadas com uma faixa rosa que designa "fim do assentamento". Na parte alta da escada está um autêntico Khorugv, faixa religiosa da igreja ortodoxa ucraniana abandonada em uma aldeia.


SALÃO 1

Abriga uma extensa coleção de mídia visual, artefatos, maquetes, plantas e vídeos projetados para informar o visitante sobre o desenrolar do desastre. Buscam exemplificar a progressão técnica do acidente, além das perda de vidas e ramificações culturais do desastre.

O primeiro salão é cercado de fotos, documentos, notícias e imagens do desastre


Um painel com fotos dos oficiais soviéticos que trabalhavam em Chernobyl


O museu exibe mais de 7 mil itens


Uniformes militares e documentos classificados relacionados à usina


Folhetos da ápoca descrevendo a ação dos bombeiros


O museu também possui maquetes para auxiliar o entendimento visual do ocorrido em Chernobyl. Outras exposições são mais filosóficas e buscam mesclar a visão científica com a visão de artistas.

Miniatura do Reator-4 cuja explosão iniciou o vazamento radioativo


Maquete da região atingida pelo desastre nuclear


 As exposições também são feitas de arte emocional e filosófica (não me peça para traduzir!)


EFEITOS DA RADIAÇÃO

Mais de 500 mil pessoas trabalharam para tentar conter a contaminação radioativa e evitar uma catástrofe maior após o acidente. De imediato morreram 31 pessoas, porém não há dados concretos sobre os efeitos de longo prazo, como câncer e deformidades causadas. A tragédia gerou um custo de 18 bilhões de rublos.

Cartazes da época que mostram as vítimas da radiação


O que mais me impressionou no museu foi um pequeno animal empalhado localizado discretamente numa redoma de vidro. Parece ser um filhote de cachorro que nasceu com anomalias graves causadas pelo efeito da radiação. É perturbador!

Um bizarro animal que nasceu sob efeitos da radiação


Um corpo deformado com 8 patas!


SALÃO 2

O segundo salão é mais "cheio de arte", com iluminação e design psicodélico. A exposição atual do museu compreende mais de 7000 objetos em exposição. Quando foi fundado em 1992 possuía apenas 200 deles.

O segundo salão tem um estilo mais "psicodélico"


Manequins com roupas usadas na época do desastre nuclear para se proteger


Nessa área do museu existem diferentes tipos de aparelhos medidores de radiação (dosímetros) exemplificando a progressão tecnológica que esse tipo de aparelho sofreu desde o acidente de Chernobyl. Outra curiosidade é a localização das usinas nucleares ainda existentes no mundo. 

Evolução dos dosímetros desde o desastre de Chernobyl


Este mapa mostra os lugares do mundo que existem usinas nucleares


O lema do museu é "Est dolendi modus, non est timendi", traduzido do latim significa "Existe um limite de tristeza, a ansiedade não tem limites". Na porta deste salão está o livro de visitantes para registro da passagem por lá. Mais informações no site oficial do museu: http://chornobylmuseum.kiev.ua/en/mainpage/

Tive que registrar a passagem naquele museu que conta uma história chocante da humanidade


MEU ROTEIRO


Roteiro completo: MISSÃO UCRÂNIA-ROMÊNIA

Próximo: CHERNOBYL


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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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