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Tailândia: Chiang Rai, a tranquila e espiritualizada cidade do norte

Além do interesse turístico, a cidade possui templos de importância para os habitantes locais


A maioria das pessoas que viajam pela Tailândia não chegam até Chiang Rai, e se chegam, somente visitam através de um tour que parte de Chiang Mai. Isso se deve à distância, por ser localizada bem ao norte do país. Esse isolamento da cidade é um fator positivo para quem busca um local com belos templos e com menos turistas. Por isso, planejei iniciar minha exploração pela Tailândia a partir do norte e ir descendo até as praias do sul.


COMO CHEGAR?

Meu voo desde o Brasil teve como destino final a cidade de Bangkok e, de lá, peguei outro avião para o Camboja, passando dois dias para visitar Siem Reap e as ruínas do complexo de Angkor Wat. No retorno para a Tailândia, desembarquei novamente em Bangkok (Aeroporto Don Mueang-DMK) e já tinha passagem comprada para a cidade de Chiang Rai ao norte. Não existe voo direto do Camboja para Chiang Rai, então planejei a forma que eu perderia menos tempo para iniciar meu roteiro.

Consegui levar a mochila de 50 L como bagagem de mão evitando pagar taxa de despacho


Voei Siem Reap x Bangkok x Chiang Rai através da malasiana Air Asia. Como era uma empresa Low Cost, o despacho de bagagem custava uma taxa extra, mas eu já havia planejado viajar com uma mochila de 50 litros exatamente para testar se passava como bagagem de mão. Deu certo! Sou grato a SubSub Equipamentos de Aventura por ter feito parte dessa experiência e acreditado na parceria (para saber mais dessa parceria, clique aqui). O voo durou 1 hora de Siem Reap (Camboja) para Bangkok e mais 1h 15 min de Bangkok para Chiang Rai.

A esteira de bagagens é organizada com os carrinhos já posicionados para uso dos passageiros que chegam


Fiquei hospedado no Na-Rak-O Resort que, apesar do nome, funciona como um hostel mas com quartos de banheiro privativo. O café da manhã acontece numa cozinha coletiva onde ficam disponíveis pães e ovos, sendo que o próprio hóspede prepara e come do jeito que quiser. Também ficam disponíveis algumas frutas e bolinhos durante todo o dia, é só chegar e pegar. O hotel ainda enviou um e-mail explicando o preço do táxi do aeroporto até lá (150 baht).

Copa e cozinha para quem quiser economizar e cozinhar no Na-Rak-O Resort


NIGHT BAZAAR

Cheguei por volta das 21h e às 22h eu já estava visitando o Night Bazaar. Assim como eu fiz, recomendo procurar hospedagem próximo dele, pois é o lugar mais movimentado e perto do terminal de ônibus (é possível visitar as principais atrações de Chiang Rai com ônibus urbano).

Night Bazaar de Chiang Rai


O bazaar noturno mistura lojas, feiras e camelôs. Diferente dos grandes mercados no mundo, o comportamento dos tailandeses por lá é bem tranquilo, ninguém assedia os clientes com seus produtos. Também existem duas praças de alimentação onde tocam música ao vivo (parecia música do Jaspion 😜).

Loja de bolsas e estúdio de tattoo no mesmo lugar


Barracas de comida regional


Palco com música ao vivo que mais parecia trilha sonora de seriado japonês


TORRE DO RELÓGIO

Antes de dormir, fui caminhando até a Clock Tower, um dos símbolos da cidade de Chiang Rai. Vale a pena visitar pela noite e admirar a iluminação nesse monumento bem preservado que fica a 500 metros do Night Bazaar.

A Torre do Relógio é um dos símbolos da cidade


A iluminação noturna e a cor dourada se destacam ainda mais à noite


WAT RONG KHUN (TEMPLO BRANCO) 

Este templo é sem dúvidas a maior atração de Chiang Rai. A sua arquitetura foi (e continua sendo) feita por um artista da cidade e o resultado é de uma beleza sem igual. Logo pela manhã do dia seguinte, eu fui visitar esse templo utilizando o transporte público da cidade. O relato completo da visita ao templo está detalhado no post Templo Branco, a obra de arte de Chiang Rai.

O templo branco de Chiang Rai é um dos mais extraordinários da Tailândia


BLACK HOUSE

Localizada fora do perímetro urbano da cidade, exatamente no extremo oposto do White Temple, é uma espécie de sítio com casas de madeira em estilo oriental e ornamentadas por peças de arte de artistas locais. Ao retornar do Templo Branco, usei um ônibus local para chegar até lá. Sobre a Black House, vou relatar com mais detalhes num post exclusivo.

Uma das várias casas estilizadas da área conhecida como Black House


TEMPLOS DE CHIANG RAI

A cidade é pequena mas possui belos templos em que é possível admirar sem desviar de multidões de turistas como em Chiang Mai ou Bangkok. Para quem tem pouco tempo na cidade e deseja conhecer apenas aqueles templos que se destacam, como era meu caso, não pode perder o Wat Phra Kaew e o Wat Phra Sing.

Wat Ming Muang é um dos templos que só visitei por fora


WAT PHRA KAEW

Este é o templo mais venerado pelos nativos de Chiang Rai. Não se sabe a data de construção, mas estima-se que foi no final do século 14. Mas por que é tão especial? Porque é o local onde foi descoberto o Buda de Esmeralda, a imagem mais sagrada de Buda no país. A entrada é gratuita aos turistas e fica aberto das 7h às 18h.

Sinos budistas do complexo de Wat Phra Kaew


Um curioso "carômetro" de hierarquia dos monges é exibido na área do templo


A parte mais movimentada do templo é o seu Ubosot, pois exibe uma réplica do Buda de Esmeralda desde 1991. A imagem original se encontra no Grand Palace de Bangkok. Ninguém sabe a origem da imagem. Uma lenda afirma que ela foi feita na Índia há mais de 2 mil anos atrás, depois levada para o Sri Lanka e então para o Camboja. Ao passar no norte da Tailândia, o rei de Chiang Rai a escondeu no chedi do Wat Phra Kaew. Em 1434, o raio de uma tempestade atingiu o chedi, danificando a estrutura e revelando esta estátua. Como as pessoas acreditavam que a imagem era feita de esmeralda (na verdade é de jade verde), ela foi chamada de Buda de Esmeralda.

Ubosot do templo que abriga a réplica do Buda de Esmeralda


É um lugar importante e sagrado para o budismo local


A lenda continua e diz que, algum tempo depois da descoberta, o Rei Sam Fang Kaen de Lanna, ordenou que a imagem fosse trazida a Chiang Mai, a capital do reino. A imagem foi colocada na parte de trás de um elefante e seria transportada a um santuário. O elefante, no entanto, teve vontade própria e levou a imagem para a cidade de Lampang, mais ao sul. Depois que isso voltou a acontecer mais três vezes, o rei decidiu deixar a imagem em Lampang, onde foi abrigada no Wat Phra Kaew Don Tao. Uma estátua branca do elefante carregando a imagem pode ainda ser vista no templo de Lampang. Desde então, a imagem de Buda foi levada para vários outros lugares, até terminar no templo Wat Phra Kaew do Grand Palace, em Bangkok.

A entrada é livre, basta tirar os calçados antes de subir as escadas do ubosot


A réplica do Buda de Esmeralda é 45 cm menor que a original


Decoração esverdeada do interior do templo


Na lateral do templo existe um museu aberto ao público. Possui dois andares de madeira escura e exibe artefatos da Era Lanna (1296 a 1558). O museu abre diariamente das 9:00 às 17:00.

Interior do museu de Wat Phra Kaew


O museu possui uma variedade de estátuas de Buda


Uma imitação da estátua do Buda de Esmeralda feita em rocha do Rio Mekong


Uma caixa de madeira que guardava livros decorada com suásticas, um símbolo usado mundialmente na antiguidade


A última estrutura que entrei no complexo de templos foi seu Viharn ou sala de reunião. É no Viharn que as cerimônias budistas ocorrem com monges e leigos. No passado, os Viharn serviam para fornecer o abrigo para monges viajando durante a estação chuvosa.

Uma senhora varre a frente do Viharn ou sala de reunião


Imagem de buda no interior do Viharn de Wat Phra Kaew


WAT PHRA SING

Este é um dos templos mais antigos de Chiang Rai, sendo construído em 1385, quase um século depois que a cidade foi fundada pelo Rei Mengrai, em 1262. Está localizado a cerca de 300 metros a leste do Wat Phra Kaew. Não cobra taxa de entrada e fica aberto diariamente das 6h às 17h.

Apesar de antigo, o templo é muito bem preservado


Estátuas de budas e de Ganesha no jardim do templo


OUTRAS ATRAÇÕES

Para quem pretende passar mais tempo em Chiang Rai, existem outros pontos possíveis para visitação. Um deles é o Hill Tribe Museum (Museu das Tribos da Montanha), no centro da cidade. Outra atração menos visitada é a Chiang Rai Beach que fica a 6 km a oeste do centro. É um areal na beira do rio Kok. Atravessando de barco até a outra margem, está a Wat Tham Phra, uma caverna com imagens de Buda.


PARTIDA PARA CHIANG MAI

Após explorar as atrações de Chiang Rai, eu seguiria viagem descendo pelo país até Chiang Mai. No terminal (improvisado) é possível comprar passagens de ônibus para a cidade de Chiang Mai através da Empresa GREENBUS (foto). Para garantir, logo pela manhã eu comprei a passagem para embarcar no final da tarde, mas na hora vi que o ônibus não lotou. 

Guichê da GREENBUS, a empresa de ônibus que liga Chiang Rai a Chiang Mai


Abaixo estão as informações que eu copiei da tabela de horários e preços (2016) da GREENBUS sobre o itinerário Chiang Rai x Chiang Mai para quem quiser se planejar:

VIP - 7h45, 9h00, 12h45, 15h15, 17h00 e 18h00**. Preço: 258 baht. Tempo de deslocamento: 2 h 50 min.

Primeira Classe - 10h40, 11h30, 12h15, 13h45, 14h15, 15h00, 16h15, 17h30, 18h30**, 19h15**. Preço: 166 baht. Tempo de deslocamento: 3h e 15 min.

Segunda Classe - 6h15, 8h00, 9h15, 11h00, 13h15, 15h30, 15h45, 17h30. Preço: 129 baht. Tempo de deslocamento: 3h e 30 min.

** somente às sextas e domingos

Esperando a hora do embarque no terminal improvisado de Chiang Rai


CUSTOS (dezembro 2016)

- Táxi aeroporto x hotel - 150 baht
- Diária no Na-Rak-O Resort - 425 baht (1 pessoa)
- Jantar (arroz com omelete) - 65 baht
- Ônibus para Chiang Mai - 166 baht


MEU ROTEIRO

Anterior: MUSEU DE ANGKOR

Roteiro completo: MISSÃO TAILÂNDIA-CAMBOJA

Próximo: TEMPLO BRANCO



***A mochila Deuter Transit 50l utilizada nesta viagem foi patrocinada pela SubSub Equipamentos de Aventura. Confira abaixo o código promocional exclusivo para seguidores do blog A Mochila e o Mundo. Leia aqui o regulamento.

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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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