Travessia Serra dos Órgãos: Da Pedra do Sino até Teresópolis (DIA 3)

O amanhecer para o último dia de aventuras




Pernoitei no camping do Abrigo 4 da Pedra do Sino, a cerca de 2.200m de altitude. Lá existe um chalé de montanha destinado a receber visitantes e controlar o uso das áreas de montanha. A construção foi projetada pelo Laboratório de Produtos Florestais do IBAMA, e possui energia solar e tratamento biológico de afluentes. 

Planejamento de deslocamento médio para o dia


O atual Abrigo 4 foi erguido sobre as ruínas das fundações do antigo abrigo, que fazia parte da rede de abrigos da trilha da Pedra do Sino. Com capacidade para 30 visitantes (12 beliches e 18 bivaque), dispõe ainda de cozinha e banho quente. O camping tem capacidade para 70 pessoas. O montanhista pode trazer a própria barraca ou alugar.


O NASCER DO SOL NA PEDRA DO SINO

Acordei cedo em meio ao frio, aliás, o clima pareceu mais gelado que no Açu, provavelmente por causa da altitude que eu me encontrava. Não perdi tempo e às 06h00, depois de subir a curta trilha a partir do acampamento, eu já me encontrava no alto da Pedra do Sino. A missão foi bem cumprida: Observar o nascer do sol em meio às montanhas da Serra dos Órgãos.

Lá em cima não havia mais ninguém às 6h00, a não ser o frio intenso


Do alto da Pedra do Sino (2.275 m) o nascer do sol é espetacular


Eis que o sol aparece no horizonte e dá início ao terceiro dia de travessia


A DESCIDA DA SERRA

Já com a barraca desmontada e com tudo pronto para partir iniciei a caminhada final. Ao deixar o Abrigo 4, a trilha passa pelo Campo das Antas, um lugar de vegetação baixa e com bastante lama preta no caminho, nada que umas pedras não ajudem nos passos.

Vista da cidade de Teresópolis na descida da trilha


A descida começa num zigue zague quase infinito por meio da mata fechada. No meio do caminho, tranquilas paisagens. Se passa também pela Cota 2000 (local que marca 2.000 metros de altitude) e pelo antigo Abrigo 3 (1.920 metros) que é um antigo local de acampamento. Um ponto de abastecimento de água fica a 1.690 metros na Cachoeira do Papel. Ainda se passa pelas ruínas dos Abrigos 2 e 1, e no meio a Cachoeira Véu da Noiva. A trilha chega ao fim numa porteira que dá acesso à Barragem.

Fim da trilha, mas não o fim da longa caminhada


A BARRAGEM 

A área da barragem (1.180 m) é, praticamente, o retorno à civilização. A partir daquele ponto é possível ter acesso por veículos numa estradinha de paralelepípedos desde a portaria da sede de Teresópolis. A barragem é um ambiente familiar em que se encontra área para piquenique, água potável e banheiros, muito usado nos fins de semana por famílias que chegam de carro.

A barragem que dá nome ao local


Bicas de água num ambiente para piqueniques 


TRILHA SUSPENSA

Saindo da Barragem é possível seguir andando pela Trilha Suspensa que passa em meio à mata nativa da Serra dos Órgãos. A trilha possui placas informativas da flora local e chega até a 9 metros de altura. Ela segue na mesma direção da estrada até o ponto que termina. Daí para frente a caminhada é na mesma via de paralelepípedos que os carros passam ligando a Barragem à portaria de Teresópolis.

Trilha de até 9 metros de altura inaugurada em 2001


Um local agradável para contato com a natureza do Parque


O MIRANTE PARA O DEDO DE DEUS

A aventura tinha tudo para chegar ao fim, mas minha curiosidade não deixou que acabasse assim tão cedo. Quando eu ainda estava no Abrigo 4, observei num grande mapa que existia uma trilha que terminava num mirante para o Dedo de Deus, formação geológica que é um dos principais cartões postais da Serra dos Órgãos. Durante meu retorno pela estrada achei a tal trilha.

Entrada da Trilha Cartão Postal a partir da estrada da Barragem


A Trilha Cartão Postal, como é conhecida desde sua inauguração em 2008, é um caminho íngreme de 1.400 metros até o mirante. A trilha dura em torno de 40 min a 1h, dependendo da pressa ou do preparo físico, mas não é difícil e é bem demarcada. O desnível chega a 300 metros e a subida é toda feita em degraus, passando ainda por pontes e escadas de madeira. Depois de encarar aquela subida, existe um banquinho de madeira para sentar e contemplar as formações rochosas. Veja abaixo os nomes das elevações:

Da esquerda para a direita: Dedo de Deus, Cabeça de Peixe, Santo Antônio, São João e São Pedro


Da esquerda para a direita: Escalavrado, Dedo de Nossa Senhora e o Dedo de Deus


O Dedo de Deus é um pico com 1.692 metros de altitude e cujo contorno se assemelha a uma mão apontando o dedo indicador para o céu. Ele pode ser escalado, mas requer técnica e equipamentos profissionais. Curiosidade: o pico é um símbolo do Rio de Janeiro, presente na bandeira e no brasão do Estado. 

Formato de mão apontando o dedo para os céus


Pico com escalada repleta de chaminés e trepa-pedras para profissionais


O Dedo de Deus está no centro da bandeira do RJ


CHEGANDO NA SEDE DE TERESÓPOLIS

Por volta das 12h00, o Centro de Visitantes da sede de Teresópolis vai aparecendo depois de 3 Km de caminhada pela estrada. Bem diferente do lado de Petrópolis, neste local existe uma boa estrutura turística para receber visitantes que buscam ter uma tarde agradável em contato com a natureza, mas não pretendem encarar as longas trilhas.

O Centro de Visitantes da sede de Teresópolis tem uma completa estrutura de lazer


A Sede de Teresópolis possui: piscina natural e poços de rio, diversas trilhas, desde as fáceis até as difíceis, atrativos acessíveis a cadeirantes, áreas de piquenique, loja de lembranças, lanchonete, área de camping com banheiros e lava pratos e estacionamento (em toda a sede, existe capacidade para até 270 carros).

Fim da travessia na portaria de Teresópolis


A missão da travessia enfim termina na portaria que, ao contrário do lado de Petrópolis, não fica tão isolada. Seguindo pela esquerda da saída é possível caminhar mais uns quilometros para chegar na praça central da cidade de Teresópolis. Ah, também é possível pegar um táxi para facilitar.

Outra opção (não testada) é seguir pela direita após sair do Parque até um ponto de ônibus. Os ônibus que descem para o Rio de Janeiro costumam parar lá.



MEU ROTEIRO

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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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