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Tailândia: Adventure Trekking nas selvas de Chiang Mai

Um passeio variado na região em que vivem os povos das montanhas


Este é um dos tours mais completos oferecidos pelas agências em Chiang Mai e, em parte, polêmico por incluir animais e grupos étnicos. Mas como minhas viagens não tem o objetivo de diversão, e sim de conhecer a realidade cultural e histórica de cada canto do mundo como uma missão, fui conhecer os costumes dos povos das montanhas tailandesas.


COMO FAZER O TOUR?

Existem várias agências de turismo nas ruas de Chiang Mai que oferecem diferentes pacotes. Como eu tinha apenas 3 dias na cidade e uma infinidade de coisas para explorar, resolvi aderir ao pacote chamado "Adventure Trekking" que engloba várias atrações em apenas um dia (de 8h às 17h). Apesar de eu não gostar de fazer passeios controlados por agências, essa era a maneira mais rápida e viável para eu conseguir cumprir meus objetivos. O valor mais barato que encontrei foi de 1.100 baht (dezembro/2016).

 Não tem luxo não, o transporte é num carro típico


ORQUIDÁRIO E BORBOLETÁRIO

A primeira parada do passeio, na verdade, foi num mercado para o pessoal comprar água, comida e até bananas para os elefantes. Logo depois chegamos na primeira atração que é simples mas bem bonita: uma estufa com orquídeas e um salão de criação de borboletas.

 O orquidário rende umas boas fotos


Borboletas típicas daquela região da Tailândia 


 Parece com as borboletas do Brasil?


TRIBO KAREN

A primeira polêmica do passeio foi a visita à tribo Karen Padaung que é o maior grupo de minoria étnica do país. Eles se originaram no Tibete e migraram para a Birmânia (hoje Myanmar) e o norte da Tailândia. Com conflitos étnicos na Birmânia, muitos se refugiaram na Tailândia e se concentraram principalmente na região de Chiang Mai. Algumas pessoas criticam os tours que visitam essas aldeias, alegando que o povo é explorado e tratado como um "zoológico humano", mas não vi nada disso. Eles mantém a tradição de agricultura de subsistência na tribo e vendem seus artesanatos para os visitantes.

Vivem em casas de palha + bambu e praticam agricultura de subsistência


As mulheres fabricam artesanatos e tecidos típicos para vender aos turistas


Os Karen são considerados o maior grupo das "tribos das montanhas" da Tailândia


O mais interessante desse povo é a tradição de que o centro da alma é o pescoço. As mulheres acreditam que a beleza é proporcional ao comprimento de seu pescoço, então são colocados aros no pescoço, a partir dos cinco anos de idade, de forma que na idade matrimonial as mulheres já possuam uma distância entre a cabeça e os ombros de 25 e 30 centímetros. Por esse motivo elas são chamadas de "Mulheres Girafas". Uma explicação para essa tradição é que as mulheres começaram a usar as argolas para se proteger contra ataques de tigres nos campos e, com o tempo, isso virou tradição.

Se liga no estilo de maquiagem desse povo! 


As argolas chegam a 30 cm nas mulheres adultas


 Até a velhice, uma mulher Karen pode carregar em média 10 kg de aros no pescoço. Somando com aros em outras partes do corpo (punhos e tornozelos), a mulher chega a carregar até 20 kg. As argolas criam uma ilusão de ótica de que o pescoço é mais comprido, mas na verdade, ele é do tamanho normal. O que as argolas fazem é pressionar com o peso os ossos da clavícula, fazendo uma deformação na caixa torácica. Para cada inserção de aro, é feita uma cerimônia durante a lua cheia.

Nem todas as mulheres seguem a tradição das argolas 


 As mulheres carregam em média 10 kg de aros no pescoço


Foi possível assistir o trabalho artesanal


OS ELEFANTES

Este é outro ponto polêmico do passeio e da Tailândia. Muitas pessoas acreditam que o uso do elefante para o chamado "Elephant Ride" (andar de elefante) é exploração e que os animais sofrem maus-tratos, por isso não deve ser estimulado este tipo de diversão. Uma opção menos incorreta seriam os santuários de elefantes espalhados pelo país. Nos santuários os elefantes seriam tratados com mais liberdade e o contato com os turistas é menos traumático. Portanto, eu também recomendo que os santuários de elefantes sejam escolhidos para o turismo. O único santuário reconhecido internacionalmente pelo trabalho de preservação na Tailândia é o Elephant Nature Park. No meu caso, eu queria conhecer a cultura local, e os elefantes são usados pelos povos das montanhas em trabalhos agrícolas numa tradição milenar. 

Peguei a estrada na região das montanhas de Chiang Mai para ver o uso dos elefantes pelas tribos


São animais bem dóceis e estes não tinham sinais de maus tratos


 Essa plataforma auxilia a montagem nos elefantes


Um mahout (condutor) local conduz o elefante pelas trilhas nas plantações 


O animal anda devagar e o percurso não é longo 


 Não é um passeio recomendado para o turismo, mas estes elefantes não pareciam ser maltratados


 E no final todos os elefantes recebem bananas


SELVA TAILANDESA

A próxima etapa é o trekking pela selva tailandesa através de uma trilha bem marcada, passando pela flora local, fauna (aranhas e insetos exóticos), pelas casas típicas de palha e bambu, por lagos, rios, até chegar em uma cachoeira em que é possível se banhar. Essa parte do passeio não é tão diferente do que já estamos acostumados nas florestas do Brasil, aliás, as cachoeiras brasileiras são muito mais bonitas.

Trilha para conhecer a flora da selva tailandesa 


Casas típicas feitas de palha e estrutura de bambu 


Povos das montanhas da Tailândia


 A trilha começa em uma área habitada e segue até a mata fechada onde está a cachoeira


Uma ponte flutuante de bambu 


O guia mostra o som de um pássaro feito com uma folha 


Trecho final do rio na floresta 


E é claro que tive que dar um mergulho naquelas águas! 


RAFTING

A última parada do tour foi em um rio da região que possui corredeiras e permite a prática de rafting. Recebemos o equipamento de segurança para desbravar as belas corredeiras descendo a bordo de um bote. E depois de vencer as corredeiras, trocamos de embarcação em um trecho mais tranquilo do rio: embarcamos em uma jangada de bambu original! E não é que flutua mesmo!?

Capacete, colete e remo para embarcar no bote 


A parte mais divertida desse tour


Até a GoPro caiu com as corredeiras, mas tirou uma foto legal 


 E para finalizar, uma navegação em jangada de bambu!


VEJA O VÍDEO

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Sobre o autor

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Renan tem 38 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.