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Everest Base Camp (dia 4): Trekking de Tengboche até Periche

Quarto dia do tradicional trekking rumo ao Everest Base Camp


Acordei com frio na temperatura baixa de Tengboche. Antes de vestir a roupa para mais um dia de caminhada, fui para fora do quarto e usei minha escovinha para limpar a barra da calça que estava bem empoeirada por causa da trilha. Por fim, fui tomar o café da manhã que eu havia feito o pedido na noite anterior: um prato de arroz com frango! Isso mesmo, como eu estava em "situação de sobrevivência" e esse prato era o mesmo preço de um café da manhã, esse foi meu alimento para garantir a energia do dia.

A trilha é bastante empoeirada e tive que bater a sujeira da calça


Pois é, comi um prato de arroz frito com frango de café da manhã


CAMINHADA ATÉ PERICHE

A previsão de caminhada neste dia era de 10,3 km de Tengboche (3.867 m) até Periche (4.280 m). Às 8h30 passei na recepção da bakery para pagar a conta e partir. Neste momento, o dono fez a conta errada, cobrando a hospedagem que eu já havia pago através do voucher. Tive que procurar a segunda via do voucher para mostrar. Com tudo resolvido, segui a trilha que se inicia numa grande descida.

Deixei Tengboche para trás para mais um dia de caminhada


O início da trilha é uma descida


DEBOCHE

No final da descida, cheguei nessa aldeia com um nome bem curioso: Deboche! É uma vila pequena, mas com opções de hospedagem. Ali também passei por um pequeno convento à esquerda da trilha.

Apesar do nome curioso, Deboche possui opções de lodge "sem deboche"! 😂


Placas de oração budista no meio da trilha


Depois de Deboche, a trilha segue por uma encosta com trechos que parecem desmoronamento


Essa ponte retorcida deve ter sido vítima do terremoto de 2015


Acima da ponte caída, existe outra mais recente


Depois de atravessar o rio pela ponte, a trilha continua subindo


Essa senhora é uma sherpa raiz, nem inglês falava


A paisagem surpreende pela beleza


Uma cachoeira cheia de pedras formada pela queda de água


PANGBOCHE

A cerca de 3,5 km de caminhada desde Tengboche está o vilarejo de Pangboche (3.985 m), um dos mais povoados da região com várias opções de lodges, restaurantes e comércio. Pangboche é um dos centros de evacuação de emergência da região, sendo possível assistir helicópteros pousando e decolando frequentemente. A cidade tem tradição de montanhismo, sendo uma das bases de início das escaladas em Island Peak e Lhotse Glacier, duas elevações famosas da região. Também foi uma aldeia original da etnia Sherpa. 

A entrada começa num portal e depois desce até o vilarejo


Pangboche vista durante a chegada


Encontrei vários bezerros de Yaks nesse vilarejo


Antes de deixar Pangboche, subi ao seu ponto mais alto


Um Hong Gil Human School, construída em homenagem a um sherpa que morreu na escalada ao Everest


A escola foi construída por um montanhista coreano, mas possui uma Estrela de Davi, símbolo judeu  


MOSTEIRO DE PANGBOCHE

Um dos locais mais interessantes do vilarejo é o mosteiro no alto da cidade. Existe uma placa que indica que a subida dura 20 min de caminhada. Cheguei no local e encontrei apenas um monge fazendo seus rituais a certa distância. Entrei no pequeno templo envidraçado que possui uma grande estátua de Guru Rinpoche, considerado o Buda do Tibete pois é o fundador da escola tibetana do budismo. Ele tem como característica um bigode. Porém, um dos maiores mistérios deste mosteiro é a existência de uma mão que supostamente pertenceu a um Yeti (Abominável Homem das Neves). De acordo com a lenda, um monge entrou em uma caverna para meditar e viu um yeti. Anos depois, ele voltou e encontrou o monstro morto. Ele pegou a mão e o couro cabeludo e levou ao mosteiro, onde permaneceu até os dias de hoje.

Entrada simples do Mosteiro de Pangboche


Templo envidraçado dentro do mosteiro


No interior do templo está a estátua de Guru Rinpoche, o Buda do Tibete


SHOMARE

Segui pela trilha que beira a montanha até passar pela pequena aldeia de Shomare onde há um posto da Associação de Hotéis da região de Khumbu. A partir deste ponto é cobrada uma taxa única e pré-paga para a hospedagem nos vilarejos de Dingboche ou Periche, no valor de 500 rupias por diária. Eles emitem um voucher em duas vias, sendo que uma delas deve ser entregue no lodge de sua escolha. Foi nesse momento que percebi que havia esquecido uma pasta com meu passaporte e as permissões em Tengboche! Um nepalês percebeu que eu revirava a mochila procurando e me perguntou o que era. Eu expliquei que achava que havia perdido meu passaporte. Ele, de forma prestativa, ligou para a minha hospedagem em Tengboche e confirmou que estava lá. Acertou tudo para eu pegar na volta. Foi um alívio!

Continuei a caminhada por uma trilha que beira a montanha


Da trilha é possível contemplar o curso do Rio Imja


A trilha tem belas paisagens e pouco desnível neste trecho


DINGBOCHE

Meu destino final era Periche, porém, de acordo com o planejamento, eu teria que passar antes pela vila de Dingboche. Existe um bifurcação (antes de passar na ponte sobre o rio) que sobre um morro e vai direto para Periche. Não sei o motivo pelo qual é recomendado ir por Dingboche que acredito ser um caminho mais longo, mas resolvi seguir esse mesmo. 

Cruzando a ponte na rota de Dingboche


CHEGADA EM PERICHE

Ao chegar em Dingboche, procurei por placas que indicassem o caminho para Periche e não encontrei. Como eu havia observado no mapa, Periche ficava no lado oposto de um morro que divide os vilarejos. Desconfiei que o caminho seria uma das trilhas que subiam aquele morro e tirei a dúvida com um morador local. A trilha sobe até próxima da stupa mais alta de Dingboche e passa por um trecho de "sobe e desce" até chegar num ponto em que Periche já pode ser vista de cima. Desci pela trilha íngreme com calma para não escorregar nas pedras soltas e encontrei um lodge simples para me hospedar. Eram 17h30 e tinha acabado de anoitecer.

Stupa localizada num ponto alto de Dingboche


A trilha passa por cima do morro que divide Dingboche de Periche


Chegada no alto de Periche




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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 37 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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