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Travessia da Juatinga (dia 3): Cairuçu das Pedras, Ponta Nega e Saco Bravo

Terceiro dia de trilhas incluindo a cachoeira mais bonita de Paraty


Acordei com o sol já iluminando meu rosto e mostrando que aquele seria um dia quente. Era hora de desmontar a barraca, comer um lanche de café da manhã e preparar a mochila para partir, mas não antes de conhecer a praia de Cairuçu das Pedras. Começava o terceiro dia da travessia clássica da Ponta da Juatinga, em Paraty-RJ. O dia anterior da travessia eu relatei no post Travessia da Juatinga (dia 2): Da Praia Grande até Cairuçu das Pedras.

Sol no horizonte de Cairuçu das Pedras


CAIRUÇU DAS PEDRAS

Na noite anterior, pernoitei no camping do Seu Aprígio, um descendente dos caiçaras que mora com a família numa casa de pau a pique no alto da Praia de Cairuçu das Pedras, tendo uma vista sensacional do mar. Tive que descer uma escadaria improvisada para chegar na praia que é pequena, possui areia grossa e é cercada de pedras. Ali embaixo mora outra família caiçara, a da Sra. Joelma, que possui um pequeno bar que serve refeição e café da manhã. Uma atração encontrada na praia é a piscina "quase" natural, construída artificialmente com água doce canalizada de uma nascente.

Camping do Seu Aprígio, localizado no alto da praia


É preciso descer para chegar na pequena praia cercada de pedras


A areia é grossa e amarelada


Barragem que forma uma piscina de água doce canalizada de uma nascente


Vista espetacular do alto de Cairuçu das Pedras


Casa de pau a pique da família do Seu Aprígio, um descendente caiçara


A casa possui banheiros para o camping e uma casa de farinha para uso da família


TRILHA PARA A PONTA NEGRA

Segui pela trilha saindo da propriedade do Seu Aprígio em direção ao meu próximo objetivo na travessia: chegar na Praia da Ponta Negra. A trilha possui menos que 5 km de extensão, porém passa pela maior elevação da toda a travessia (578 metros de altitude). Apesar de seu cume ser mais alto que o Pico do Mamanguá, tem um percurso de elevação gradual o que torna a caminhada menos cansativa.

O início da trilha passa por essa ponte improvisada


É uma área de mata atlântica ainda intocada


Vários cursos de água pelo caminho para matar a sede e atenuar o calor


Cuidado onde coloca a mão!


Gruta no alto da trilha, a cerca de 3 km de caminhada


PRAIA DA PONTA NEGRA

Cheguei por volta das 11h00 na comunidade da Ponta Negra. A trilha termina no meio da vila, não na beira da praia como na maioria das vezes. Segui as placas em direção à praia e encontrei um camping localizado atrás do restaurante Olhar Caiçara. No próprio restaurante eu acertei o pagamento de R$ 20 (por pessoa) e fui encontrar um espaço para montar a minha barraca e deixar a mochila cargueira. Ali seria meu local de pernoite, mas a aventura não havia terminado ainda naquele dia.

Alguns turistas chegam na Praia da Ponta Negra de barco, saindo da Praia do Sono


A comunidade possui infraestrutura de bares e pousadas, tudo bem simples


CACHOEIRA DO SACO BRAVO

O maior desafio do terceiro dia de travessia seria chegar na Cachoeira do Saco Bravo, considerada uma das mais bonitas e exóticas do Rio de Janeiro. Esta é uma trilha de 7 km (ida e volta) com duração aproximada de 4h30. Me planejei para levar apenas uma mochila de assalto (roupa de banho, protetor solar e água) e o GPS pois a trilha entra pela mata selvagem. Próximo da praia, perto da área do camping, existe uma placa indicando o início da trilha. O começo pode ser complicado pois existem algumas bifurcações de casas da comunidade (qualquer dúvida é só perguntar a algum morador). A trilha começa subindo e vai ficando mais íngreme até começar a descer um pouco. Embaixo, começa outro trecho de subida íngreme e descida até chegar na cachoeira.

Placa que indica o início da trilha


Mirante que está na primeira subida íngreme


A trilha termina numa posição mais alta, o melhor mirante da cachoeira. A partir dali é necessário desescalar as pedras para chegar no poço. Existem cordas colocadas para ajudar a descida. A Cachoeira do Saco Bravo é formada por uma queda proveniente de uma nascente de água doce que forma uma piscina natural rasa, mas com trechos que chegam a 2 metros de profundidade. Esta é considerada a cachoeira mais bonita de Paraty e só pode ser acessada através da trilha, sendo impossível parar um barco perto da encosta com as ondas quebrando. Recomenda-se não se aproximar da encosta pois as ondas mais altas podem puxar para o mar.

Chegada na Cachoeira do Saco Bravo


Desescalada entre as pedras


Piscina natural formada pela cachoeira


Cuidado com as ondas que quebram na encosta!


Hora de retornar para o pernoite!


MEU ROTEIRO





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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 36 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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