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Travessia da Juatinga (dia 2): Da Praia Grande até Cairuçu das Pedras

Segundo dia da travessia pelas praias paradisíacas da Reserva Ecológica da Juatinga


Acordei cedo com o barulho do mar calmo. Era o único som naquela paz que reinava na Praia Grande de Cajaíba, mesmo sendo uma sexta-feira de feriadão. Começava o segundo dia da travessia clássica da Ponta da Juatinga, em Paraty-RJ. O começo da travessia eu relatei no post Travessia da Juatinga (dia 1): De Paraty Mirim até a Praia Grande.

Dia amanhecendo e o mar calmo de Praia Grande de Cajaíba


PRAIA GRANDE DE CAJAÍBA

Pernoitei a noite anterior na área de um bar rústico de bambu, na extremidade direita da praia, pagando R$ 20 o camping. Tinha um banheiro rústico, chuveiro improvisado com água natural canalizada da nascente e um pequeno espaço coberto junto aos barcos. É possível tomar café da manhã nesse bar (meus amigos tomaram, eu preferi economizar e comer meu lanche) cujos donos são muito legais. A Praia Grande de Cajaíba possui águas claras, areia fina e amarelada, e também é acesso para uma cachoeira da região, através de uma trilha de 1 km. Depois desmontar as barracas, comecei a caminhada do dia na travessia, por volta das 8h00.

Barracas montadas junto à cobertura dos barcos


O bar é bem simples e com donos amigáveis


Chuveiro improvisado com água de nascente


Deixei a Praia Grande de Cajaíba para trás para mais um dia de caminhada


PRAIA DE ITAOCA

Com apenas 1 km de caminhada, após uma trilha que sobe e desce levemente, passei pela Praia de Itaoca que possui uma faixa de areia de 400 metros de extensão aproximadamente. É uma praia rústica, sem infraestruturas de bares, casas ou edificações. 

Praia de Itaoca


PRAIA DE CALHAUS

Desde Itaoca, foram mais 800 metros numa caminhada que sobe e desce até chegar na Praia de Calhaus onde fica uma pequena comunidade de pescadores. Ao cruzar a areia, o caminho segue por dentro da vila de casas. A direção pode confundir por um pequeno trecho, mas basta perguntar (o caminho certo segue mais próximo do litoral. A trilha segue por mais uns 500 metros até passar pela Praia de Itapema, onde há uma pequena comunidade com um poço de água doce para se refrescar.

 
Praia de Calhaus


Pequena comunidade de pescadores no local


PRAIA DO POUSO DE CAJAÍBA

Depois de passar por Itapema, foram mais 1,3 km de caminhada na trilha com 80 metros de desnível e quase sem sombra. Foi o trecho mais cansativo da manhã antes de chegar na famosa Praia do Pouso de Cajaíba. Muitos começam a travessia da Juatinga a partir deste ponto pois é uma vila de pescadores mais estruturada, com bares, restaurantes e pousadas, tendo acesso de barcos mais frequente. Fica a 2 horas de barco do centro de Paraty. Foi lá que fiz uma pausa para descansar embaixo de uma árvore, comer um lanche e dar um mergulho naquelas águas azuis para refrescar o corpo antes de continuar a caminhada.

Subida da trilha antes de chegar em Pouso de Cajaíba


Pausa para um mergulho!


PRAIA DE MARTIM DE SÁ

A partir de Pouso de Cajaíba, inciei a trilha por volta das 11h00 para Martim de Sá pelo caminho que entra na vila ao lado do rio, onde existem placas indicativas. Foram 5 km de trilha (2 horas) até Martim de Sá debaixo de um sol escaldante. Recomenda-se levar bastante água pois só tem um ponto de coleta de água a cerca de 400 m depois do topo da trilha. É uma subida gradual com desnível de 280 metros em uma trilha bem marcada. A descida termina no portão da propriedade do Seu Maneco onde há uma área de camping bem espaçosa e organizada.

Trilha a partir da comunidade de Pouso de Cajaíba


Entrada do camping do Seu Maneco


Cheguei por volta das 13h00 no camping e parei para descansar e almoçar. Comi um prato feito de peixe frito por R$25. Enquanto a comida ainda estava sendo preparada, fui visitar essa famosa praia paradisíaca, selvagem e deserta (nem tanto nos feriados). Dentre as atrações que ela oferece estão a prática de surf e observação de tartarugas pela manhã.

Por ser de difícil acesso, Martim de Sá ainda é um paraíso pouco turístico


A vegetação próxima da praia cria um ambiente selvagem


TRILHA PARA CAIRUÇU DAS PEDRAS

Iniciei a caminhada entre Martim de Sá e Cairuçu das Pedras às 15h00, já tarde para o que eu havia planejado. Assim como no trecho anterior, a trilha possui 5 km, porém demora um pouco mais (em média 3h) pois a subida é mais íngreme e existem alguns cursos de água pelo caminho. Deve-se ter atenção para não sair da trilha principal pois há bifurcações, uma para o Pico do Cairuçu, à direita, no início da trilha, uma outra para o Saco das Enchovas, à esquerda. A trilha principal é bem marcada.

Trilha principal bem marcada mas com bifurcações


Muita água doce descendo de nascentes da Reserva da Juatinga


Este rio corta a trilha e é necessário atravessá-lo pelas pedras


Por volta das 17h30 cheguei na casa de pau a pique do Seu Aprígio que fica no alto da Praia de Cairuçu das Pedras e tem uma infra-instrutura simples para camping, com banheiro e pia de cozinha, cobrando R$ 20 por pessoa na ocasião. Antes de montar a minha barraca, subi no alto de uma pedra onde as pessoas se reuniam para a observação do pôr-do-sol e tinha até uma corda para auxiliar a subida. Já escurecendo, preparei minha barraca, tomei um banho gelado enquanto o gerador ainda estava ligado e fui dormir para explorar a praia apenas na manhã seguinte. 

Fim de tarde um pouco nublado em Cairuçu das Pedras


MEU ROTEIRO






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Renan tem 36 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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