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Zimbabwe: Victoria Falls, uma das maravilhas naturais do mundo

A maior atração turística do país até debaixo d´água


Os primeiros relatos dessa queda d´água foi feita por exploradores portugueses, mas foi mapeada pela primeira vez pelo escocês Livingstone. Ela é formada pelas águas do Rio Zambeze (o quarto maior da África), na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabwe. Aliás, o lado do Zimbábwe é de onde se tem melhor vista das cataratas. Dentre as várias listas de "maravilhas" existentes, a rede de TV americana CNN nomeou Victoria Falls como uma das Maravilhas Naturais do Mundo.


COMO CHEGAR?

As cataratas do lado do Zimbabwe se localizam numa pequena cidade com o mesmo nome. Cheguei lá de avião, com um vôo da Air Namibia a partir da capital Windhoek. O vôo estava previsto decolar às 10h35 e chegar às 13h10 (o horário do Zimbabwe tem uma hora a mais que a Namíbia), porém atrasou mais de uma hora. Quando, enfim, aconteceu o embarque, descobri que a aeronave era um Embraer RJ-135 de fabricação brasileira e capacidade para 35 passageiros.

Avião fabricado no Brasil pela Embraer


Cheguei no Aeroporto de Victoria Falls que fica a 20 km da cidade. Depois de passar pela imigração, encontrei o Mambo, o dono do hostel que havia reservado pelo Booking.com. Na reserva eu havia pedido transporte, porém não sabia que era pago (20 USD). Aproveitei também para sacar dinheiro no caixa ATM do aeroporto que, segundo o Mambo, era algo raro na cidade. O limite máximo de saque era de 60 ZWD (dólares do Zimbabwe).

Chuva vista da janela do avião durante o vôo que durou cerca de 1 hora e meia


VICTORIA FALLS

Durante séculos as tribos africanas locais tiveram medo dessas cataratas cujo ruído pode ser ouvido a uma distância de 40 km, e a névoa da queda de água sobe a uma altura de mais de 400 metros. Hoje, é o principal ponto turístico do Zimbabwe. As cataratas abrem diariamente das 9h às 17h e sua entrada custa 30 USD para estrangeiros (abril de 2017). O centro de visitantes fica a 2 km do centro da cidade e o táxi cobra 4 USD para levar até lá. Recomendo levar capa de chuva (pode ser comprada em frente da entrada das cataratas) ou jaqueta impermeável para se proteger da "chuva" causada pela queda d´água.

As tribos locais chamavam as cataratas de Mosi-oa-Tunya (a fumaça que troveja)


Restaurante do centro de visitantes de Victoria Falls


O nome das cataratas foi dado pelo missionário/explorador escocês David Livingstone em homenagem à rainha Victoria. Em 1857, ele escreveu que "ninguém na Inglaterra pode sequer imaginar a beleza desta cena" e que "provavelmente os anjos admiram a paisagem enquanto voam nas proximidades".

O Parque Nacional de Victoria Falls, está na lista de Património Cultural da Humanidade (UNESCO, 1989)


Estátua do explorador Davis Livingstone, quem deu o nome atual das cataratas


As cataratas têm cerca de 1,7 km de largura e altura máxima de 128 m


Uma árvore caída em meio às água turbulentas das cataratas


Logo na entrada, existem painéis explicativos sobre a geologia, fauna e flora da região de Victoria Falls. Também há um mapa da trilha, cujos mirantes das cataratas estão identificados por números. É possível conhecer tudo tranquilamente em 2 horas (e olha que eu demoro pois vou parando para fotografar).

Mapa das trilhas do Parque de Victoria Falls


Um dos mirantes tomado pela "chuva" de água causada pela força da queda


As partículas de água e o sol fazem surgir o arco-íris


A trilha do parque segue ao longo das cataratas


No final da estação chuvosa, o fluxo de água tem a média de 500.000.000 litros


Os mirantes são bem sinalizados ao longo da trilha


O nível da água varia ao longo do ano e está em seu pico no mês de abril (quando estive lá) que é o final da estação chuvosa. Já durante a estação seca, o nível de água no rio Zambeze cai drasticamente, e torna-se possível caminhar por algumas partes da cachoeira. É nesse período que se torna possível visitar a Devil´s Pool, uma piscina natural que se forma na beira da queda d´água e só está acessível de agosto a janeiro. Um passeio guiado até o local da Devil´s Poll dura em torno de 2 horas e 30 min, saindo às 07:30, 09:00, 10:30, 12:30 e 15:30 do deck do Royal Livingstone Hotel, do lado da Zâmbia. Custa cerca de 100 USD por pessoa.


O parque tem 16 pontos de observação das cataratas


No final, a trilha termina num mirante de frente para o arco-íris


Área sem proteção, com uma bela vista tanto da catarata quanto do cânion formado pelo rio


Apesar de ter uma vista incrível, este é o Danger Point, assim chamado pelas rochas lisas e molhadas


É possível fazer de bungee jump da Ponte Victoria Falls com 111 metros de queda livre (160 USD)


A tarde cai em meio às trilhas das cataratas


O Parque de Victoria Falls é selvagem e fácil de ver animais. Cruzei com um javali perto do centro de visitantes. Fiquei receoso, mas como o pessoal regional não se assustou, mantive a elegância e não corri 😬. Na saída, encontrei vários macacos na grade que separava a área das cataratas. Por fim, retornei a pé por 2 km de volta para a cidade.

Cheguei a me assustar quando apareceu um javali no meu caminho


Macacos fazem a festa pulando pelas grades e concertinas do parque


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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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