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Namíbia: 3 dias de exotismo no deserto de Sossusvlei

Um tour pela área mais surreal do deserto da Namíbia


Sem dúvida esta é a atração mais espetacular da Namíbia, apesar de ser uma área de deserto seco e quente. O nome Sossusvlei pode ser traduzido como "pântano sem saída". Vlei é uma palavra de origem afrikaans para "pântano", enquanto "sossus" é uma palavra do idioma africano Nama que significa "sem retorno" ou "beco sem saída". Aquela área forma uma bacia de drenagem sem saídas para o Rio Tsauchab e hoje é área pertencente ao Parque Nacional Namib-Naukluft.


COMO CHEGAR?

A área de Sossusvlei é inóspita e isolada das cidades civilizadas da Namíbia. É possível viajar sozinho com um carro alugado, mas que seja preferencialmente um 4x4. Lá eu cheguei a conhecer um brasileiro que teve o pneu do seu carro furado nas estradas sem asfalto dessa área. Como essa é uma atração famosa do país, existem tours regulares de 3 dias saindo da capital Windhoek. Fechei um tour que partia na terça e voltava na quinta-feira, tudo através da Gina, uma brasileira que possui uma agência de turismo na Namíbia chamada Brazuca Travels. Você pode entrar em contato com ela através do Whatsapp (+264812661339) ou pelo Instagram.

Ônibus 4 x 4 para o tour pelo deserto


DIA 1

PARTIDA PARA O DESERTO

O tour foi realizado pela agência Wild Dog Safari que busca no hostel entre 8h e 8h30 para levar até sua sede. O valor foi de 350 USD (4.540,00 Rands em abril de 2017) incluindo todas as refeições e hospedagem. Só não incluía água e o saco de dormir, que podia ser alugado na própria agência por 5 USD. A Gina me emprestou um saco de dormir e, mais tarde, a viatura da agência parou num supermercado para quem quisesse comprar água. Depois de tudo resolvido, o robusto ônibus seguiu em direção ao deserto com 15 passageiros, o guia e o motorista.

As estradas são empoeiradas mas a paisagem é bela 


O trajeto funciona como um safari, sendo possível observar os animais que vivem naquela área selvagem


Família de babuínos aproveitando a sombra da árvore


O ônibus pára na estrada apenas para o almoço


Os próprios turistas são convidados a ajudar no preparo da refeição


Por volta das 16h00, chegávamos no Sesriem Campsite. O lugar possui uma estrutura mínima de conforto, com banheiros de água quente, um bar, um mercadinho (em que pode ser comprada a senha do wi-fi por dados, são N$ 50 por 150 Mb, mas a loja fecha às 18h) e até uma piscina. O bar é um dos únicos locais com tomadas para carregar eletrônicos e fecha às 22h. A primeira atividade é montar a barraca que vai servir de hospedagem nos próximos dias.

Bar e restaurante com preço em conta, menu limitado, chopp gelado (N$ 27) e água (de torneira) de graça, basta pedir uma "tap water"


Cada visitante recebe a sua barraca com cadeira e monta tudo por conta própria


E para refrescar do calor do deserto a piscina do campsite é a melhor opção


PÔR-DO-SOL 

Às 17h00, para finalizar o primeiro dia com chave de ouro, o ônibus partiu em direção à duna mais próxima de onde é possível presenciar o pôr-do-sol. Um espetáculo que marcou o primeiro dia no deserto da Namíbia.  

As viaturas partem próximo do horário do por-do-sol


Para chegar no melhor lugar, é necessário subir a grande duna


O sol se despede fazendo um espetáculo de cores na areia


DIA 2

DUNA 45

Às 4h30 é o wake up time conforme o guia havia anunciado no dia anterior e já estávamos partindo às 4h50 em direção àquela duna que fica a 45 km do portão de Sesriem. As viaturas das agências seguem na estrada escura como em comboio até o local. Ao chegar, todos os visitantes são liberados para subir na imensa duna de 85 metros de altura e assistir o show do nascer do sol.

Chegada no local da Duna 45 já amanhecendo


Subida pela crista de areia até o topo a 85 metros de altura


Uma longa subida para presenciar um dos maiores espetáculos do tour a Sossusvlei


A cor vermelha da areia se deve à concentração de óxido de ferro



Vista espetacular do nascer do sol no chamado Dune Valley


Alguns visitantes descem as dunas pela lateral como crianças se divertindo


Vista da estrada e do estacionamento a partir do alto da duna


O contraste de cores criadas pela iluminação é incrível


A iluminação muda de acordo com a hora do dia


A areia dessa região possui cerca 5 milhões de anos de idade


Às 6h40 foi servido o café da manhã no estacionamento da Duna 45


TREKKING EM SOSSUSVLEI

A principal atividade do dia é sem dúvida a caminhada pelo deserto em Sossusvlei, que começa a cerca de 15 km da Duna 45. O ônibus pára num estacionamento que possui um rústico banheiro e a partir dali se inicia o trekking de aproximadamente 5 km pelo deserto. Eu resolvi tirar o tênis e ir a pé, foi então que, estranhamente, senti meu pé começar a rachar talvez pelo clima seco.

O grupo segue andando pelas areias em direção ao deserto


Pegadas de oryx, tipo de antílope que vive naquela região


O Rio Tsauchab raramente alaga essa região desértica


Interessante vegetação que lembra um pequeno bonsaai


Outra duna separa os vales secos


Andar nessa região é uma aventura seca em que se recomenda levar pelo menos 2 litros de água por pessoa. Eu caminhava descalço até um ponto que a areia se tornou escaldante demais e resolvi calçar novamente o tênis.

Vegetação que se adaptou ao clima seco e quente do deserto


Algum veículo já passou um dia nesta área quando esteve enlameada


Marcas de pagadas de um raro evento de alagamento dessa região


O solo argiloso de um local que já formou uma imensa lagoa


Em certo ponto já se visualiza a chamada Big Daddy que é a duna mais alta da área de Sossusvlei. Ela possui 325 metros de altura. É possível caminhar até o topo da Big Daddy e ter uma vista privilegiada da região, principalmente de Deadvlei.

O topo da Big Daddy pode ser visto de longe


Outra duna menor separa Sossusvlei de Deadvlei


Na subida é possível visualizar a área da caminhada que é uma imensa lagoa seca


Desci correndo pela duna e fiquei com o tênis lotado de areia


DEADVLEI

O ápice do trekking pelo deserto é o impressionante Deadvlei. Aquele local já recebeu água do Rio Tsauchab no passado até que as dunas de areia fecharam o seu acesso, bloqueando as águas do rio. O vale ficou isolado, fazendo as árvores morrerem a cerca de 900 anos atrás.  O clima é tão seco que não houve decomposição da madeira e as árvores ficaram petrificadas. O contraste do céu azul sem nuvens e da areia avermelhada do fundo cria este cenário sem igual!

Árvores de acácia mortas e petrificadas depois de 900 anos


O clima é tão seco que a madeira não se decompõe


O contraste de cores torna o Deadvlei um dos locais mais exóticos do mundo


O Deadvlei observado de longe


RETORNO PARA A BASE

Após uma caminhada de mais 1 km está o estacionamento próximo ao Deadvlei onde se chega somente de veículo 4x4. Um carro fez o traslado de volta ao ponto em que o ônibus nos esperava. No caminho foi possível observar os orics e também alguns carros atolando na areia fofa do deserto.

Foram 5 km retornando pelas areias até o local que o ônibus estava estacionado



Somente carros com tração 4x4 conseguem chegar até a proximidade do Deadvlei


Um oryx, da família dos antílopes, se abrigando do sol escaldante


CÂNION SESRIEM

O pôr-do-sol do segundo dia seria observado de outra atração daquela região: o Cânion Sesriem. Ele fica a apenas 4 km do acampamento e foi esculpido na rocha sedimentar pelo Rio Tsauchab, com cerca de 1 km de comprimento e até 30 metros de profundidade.

O cânion fica a apenas 4 km do campsite


As águas esculpiram este cânion na rocha sedimentar


É possível caminhar por dentro de Sesriem


O nome Sesriem é de origem afrikaans e significa "seis cintos", batizado por colonos no Trek de Dorsland, que teve de juntar seis cintos feitos de peles de oryx para fazer os baldes alcançarem a água abaixo do cânion. 

A largura do cânion chega a apenas 2 metros em alguns pontos


O dia acaba com o pôr-do-sol assistido do alto de Sesriem


DIA 3

SOLITAIRE

Às 6h00 do terceiro dia era a alvorada para tomar o último café da manhã em Sossusvlei. Em seguida desmontamos as barracas e embarcamos no ônibus para retornar a capital Windhoek. No meio do caminho foi feita uma parada de 30 min na localidade conhecida como Solitaire. Naquele local funcionou uma fazenda desde 1948 e ainda hoje é um ponto de apoio para viajantes com uma bomba de gasolina, mercadinho, hotel e restaurante. O mais interessante é a coleção de carcaças de carros antigos do auge da exploração de diamante na região.

Este local é um dos poucos pontos de apoio de combustível na estrada do deserto


Carcaças de carros antigos estão espalhadas na entrada de Solitaire


Por volta das 16h00 o ônibus chegou são e salvo na capital Windhoek. Eu ainda consegui um tempo para visitar o centro da cidade conforme o relato no post O que fazer no país em 5 dias com dicas e custos.


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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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