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África do Sul: Robben Island, a ilha do prisioneiro Mandela

Um dia cinzento na ilha de Cape Town em que Nelson Mandela completou seus 27 anos de prisão


A Robben Island, que significa “ilha das focas” em neerlandês, fica localizada a cerca 11 km de Cape Town. Sua descoberta foi feita pelo navegador português Bartolomeu Dias em 1488, anos antes da descoberta oficial do Brasil. Ali foi construído um presídio que abrigou presos políticos opositores do regime de segregação racial estabelecido pelo governo da África do Sul de 1948 a 1994, mundialmente conhecido como Apartheid. Hoje, já desativado, funciona como um grande museu e santuário ambiental.


COMO CHEGAR?

A visita a Robben Island é um tour bastante concorrido em Cape Town, por isso, é recomendável reservar com antecedência pelo site http://www.robben-island.org.za. Os horários diários disponíveis são 9h00, 11h00, 13h00 e 15h00, com saída da Torre do Relógio, no Waterfront

A bilheteria e embarque para Robben Island fica atrás da Torre do Relógio de Waterfront


Fila para embarcar no ferry


É recomendado aos passageiros chegar 30 minutos antes da hora de partida, pois o portão de embarque fecha 10 minutos antes. Depois de comprada a passagem, pode reagendar com 48h de antecedência, porém pagando uma taxa. O tour completo dura cerca de 4 horas desde a saída de Waterfront até o retorno, sendo que desse tempo se gasta 2h30 em deslocamento dento do ferry, restando 1h30 de tour pela ilha. Eu segui para a ilha no último horário do dia (15h00)

Chegada do ferry em Murray´s Bay Harbour


"Liberdade não pode ser algemada"


Painel com os líderes do movimento contra o Apartheid


TOUR PELA ILHA

Todo o tour pela ilha é guiado (incluso no pacote) e dura cerca de 45 min. Ao chegar, os visitantes são distribuídos nos ônibus que seguem para uma volta pelas principais instalações da ilha, como igrejas, a vila dos funcionários, a pedreira que os presos trabalhavam e até o cemitério dos leprosos. Dica: Se você pretende fotografar as atrações, entre rápido no ônibus para pegar um lugar na janela.

A guia narra no microfone os locais pelos quais o ônibus passa na ilha


Entrada do complexo da Robben Island


Cemitério dos leprosos


E no meio do caminho é possível presenciar pinguins atravessando a rua


Antiga igreja


Igreja Anglicana


Vila de funcionários de Robben Island


Uma espécie de cervo vivendo livre na ilha


O tour de ônibus faz um percurso até o "shopping" onde há uma parada para WC e compras. Na praia ao lado é possível visualizar dezenas de pinguins africanos (porém é proibido chegar perto). Mesmo naquele dia cinzento e frio, aquele ainda era um local para contemplar o mar.

No final do percurso, os ônibus fazem uma parada num local com lojas, WC e pinguins


Estrada que beira o litoral da ilha que mede 5,4 km de comprimento e 2,5 km de largura máxima


O clima daquele dia tornava o cenário cinza e sombrio


Uma das atrações da ilha é observar os pinguins africanos que já estiveram ameaçados de extinção


VISITA AO PRESÍDIO

Os ônibus retornam para frente do presídio, a principal atração da ilha, onde os visitantes desembarcam e são recebidos por outro guia que os acompanham no interior de suas instalações. Algo bem interessante é que esses guias são ex-presidiários que vivenciaram a rotina carcerária que durou até 1996 quando o presídio foi fechado.

Torre de vigilância localizada na entrada do presídio e um templo muçulmano


Visitantes são direcionados em grupos guiados pelo interior das instalações


O guia foi prisioneiro no passado de Robben Island


Instalações da enfermaria do presídio


Quadro do cardápio do presídio que previa refeições nutricionalmente mais fracas para presos não-brancos


Em seguida, os visitantes seguem pelas alas de contém as celas dos presos. São individuais, porém bem estreitas. Cada cela está identificada com a foto e informações dos personagens que ali estiveram.

Corredores das celas do presídio


Minuto para viver um pouco o que os presos sentiam ali dentro


Cada cela possui a foto de seu respectivo prisioneiro


CELA DE MANDELA

Nelson Mandela foi preso no dia 5 de agosto de 1962 por sair da África do Sul sem passaporte. Enquanto estava preso, a polícia invadiu seu antigo esconderijo e apreendeu papéis e anotações comprometedoras. Em 1964, Mandela passou por um novo julgamento com acusações mais graves relacionadas a sua luta política e, por esse motivo, foi condenado à prisão perpétua. Acabou enviado à Robben Island e ficou isolado do mundo, sem acesso às notícias ou visitas frequentes. Ficou preso num total de 27 anos de sua vida.

Mandela ocupou a cela com número 466/64


Mandela foi solto em 1990 e eleito em 1994 como o primeiro presidente negro do país. Após sua libertação, os outros presos políticos também foram liberados, mantendo-se na ilha apenas os presos comuns até ser fechada em 1996. Se tornou Patrimônio Mundial da Humanidade (UNESCO) em 1999.

As dimensões da cela de Mandela eram de 2,5 m x 2,1 m com uma janela de 30 cm


RETORNO A CAPE TOWN

O ferry sai pontualmente no horário de volta à Cape Town. É preciso ficar atento para não perdê-lo, principalmente no último horário do dia. Às 19h00 eu já estava de volta à Waterfront e era o fim daquele passeio cultural sobre um período marcante da história do país.

Despedida da Robben Island


Chegada do ferry ao porto de Waterfront


Ao fundo, é possível identificar a silhueta do imenso estádio de futebol de Cape Town


As nuvens cobrem a famosa Table Mountain no final daquele dia nublado


MAPA DE ROBBEN ISLAND



CUSTO (março 2017)

- Ticket do tour para Robben Island - 320 Rands (aproximadamente R$ 80, dependendo da cotação)

*consulte a disponibilidade e o valor neste link.


MEU ROTEIRO

Anterior: CAPE TOWN

Roteiro completo: MISSÃO SUL DA ÁFRICA



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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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