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África do Sul: Cara a cara com o temido tubarão branco em Gansbaai

Mergulho em gaiola com o tubarão branco na White Shark Projects


O Tubarão Branco é um dos maiores e mais temidos predadores dos mares, fama potencializada pelo filme Tubarão (Jaws, 1975), de Steven Spielberg. O filme é baseado num romance de Peter Benchley que conta a história de ataques de um tubarão (identificado como branco) em Nova Jersey. Ficar cara a cara com esse animal pode representar morte certa, exceto se fizer isso de maneira segura. No meu caso, durante a viagem a Cape Town, participei dessa aventura com a White Shark Projects.


COMO FAZER O MERGULHO?

Não é exatamente um mergulho, mas uma submersão dentro de uma "gaiola" para a observação do tubarão. Existem várias agências que fazem essa atividade, a maioria localizada na cidade de Gansbaai, que fica a 160 km de Cape Town. Minha opção foi a excelente agência White Shark Projects, tudo perfeito, nada para reclamar. Além disso, a agência promove um projeto de preservação do tubarão branco em que qualquer pessoa pode se cadastrar como voluntário pelo site https://www.whitesharkprojects.co.za/.

O transfer de Cape Town até Gansbaai pode ser feito na van da agência 


A consulta do valor e a reserva podem ser feitas pelo site, neste link. Quando estive lá, havia uma promoção para pagamento no Mastercard: duas pessoas pelo preço de uma reserva! Não custa nada perguntar se essa promoção ainda está ativa. O contato pode ser feito (em inglês) pelo email: office@whitesharkprojects.co.za ou pelo Whatsapp: +27762455880. Para chegar, pode-se ir de carro próprio ou com o transfer das agências, cobrado à parte (400 Rands por pessoa, em março de 2017). 


COMEÇO DA AVENTURA

Depois de feita a reserva do mergulho + transfer, recebi a confirmação do horário através e mensagem de Whatsapp enquanto eu ainda estava no Brasil. Percebi a elogiável organização da White Shark Project quando eu tive o vôo para Cape Town cancelado (relatei no post Perrengues no Vôo com a Companhia Aérea TAAG). Através do Whatsapp, expliquei o que tinha acontecido e a agência transferiu a minha reserva para outra data que escolhi, sem nenhum estresse e sem cobrar nada pra isso. No dia do mergulho, a van me buscou no hostel às 3:40 a.m. (bemmm cedo! 😳) com destino à Gansbaai. Normalmente, são dois horários de saída, sendo 3:40 e 5:40 a.m., mas como eu pegaria um vôo para a Namíbia no mesmo dia, preferi madrugar. São 2h de deslocamento até chegar no local. Às 6:00 a.m. eu já me encontrava na agência para tomar o café da manhã incluso no pacote.

Chegada no escritório da White Shark Projects


O café da manhã é muito bom, com pães, ovos, presunto, bolos, sucos, etc.


Depois do café, no mesmo local, acontece um briefing sobre a atividade e explicações sobre a anatomia e comportamento dos tubarões, terminando com o recebimento do equipamento de salva-vidas. Fiquei imaginando como isso salvaria a minha vida se o barco naufragasse numa área de tubarões 😰. Depois, todos seguem para o barco que fica a poucos metros dali para embarcar por volta das 7:00 a.m. 


Preparação do equipamento salva-vidas


O mar fica a poucos metros da sede das agências


Embarque no "Shark Team", o catamarã da White Shark Project


RUMO AO MAR

O barco leva um grupo máximo de 20 pessoas para o mergulho e a tripulação é composta de apenas 5, contendo um especialista em atrair tubarões, um mestre de mergulho e um cinegrafista. Dura apenas 15 min o deslocamento a partir da costa. Isso mostra o quão próximo estão esses seres temidos.

O barco não chega a se afastar muito da costa


Os passageiros ficam bem acomodados, mas vale levar casaco por causa do frio pela manhã


Enquanto o barco desloca, algumas gaivotas já se aproximam, sabendo que vem comida pela frente. Um momento único foi ter uma gaivota voando ao meu lado, seguindo a velocidade do barco. Cena realmente incrível!

Durante o deslocamento algumas gaivotas se aproximam do barco...


... e uma delas resolveu se manter voando ao meu lado


ATRAINDO O TUBARÃO

Após a parada do barco, a gaiola é posicionada ao lado direito do barco. O primeiro grupo recebe a roupa de neoprene, máscara de mergulho e um lastro. Na gaiola, entram cerca de 5 pessoas na água que tem por volta de 15 graus de temperatura. É bastante fria, mas quando entrei não achei tão desconfortável, pois a roupa de neoprene é de boa espessura para aquela temperatura.

Entrada na gaiola de observação do tubarão


Para atrair o tubarão até o local, é jogado no mar uma mistura de restos e óleo de peixe. É neste momento que as gaivotas fazem a festa. Por fim, é lançada uma cabeça de peixe amarrada numa corda que é puxada para atrair através do movimento na água.

Cabeças de peixe usadas para atrair o tubarão


 Mistura de pedaços e óleo de peixe são espalhados na água


Enquanto um grupo de pessoas já se encontra na gaiola esperando o tubarão, as demais podem subir na parte superior do barco, chamada spy hopping. De cima é possível ver o animal de outro ângulo. Eu estava distraído observando as gaivotas quando, de repente, um imenso tubarão branco apareceu de surpresa, atacando a isca de cabeça de peixe. É interessante ver também o trabalho dos voluntários que anotam cada característica observada nos tubarões que se aproximam.

A parte superior do barco é um dos melhores lugares para observar o aparecimento dos tubarões


Um tubarão branco adulto mede de 5 a 7 metros de comprimento, sendo as fêmeas maiores


HORA DE ENCARAR O PREDADOR 

Deixei para ir na última leva da gaiola. O tempo que cada grupo permanece é de 20 a 30 min na água. É proibido colocar a mão ou o pé para fora das grades, por motivos óbvios, porém cada pessoa pode levar suas câmeras para filmagens e fotos subaquáticas. Não é preciso ter qualquer experiência em mergulho, basta ficar em pé com a cabeça fora d´água e baixar o corpo quando receber o aviso do guia. Também não é preciso ter uma apneia muito longa, dura no máximo 10 segundos de submersão para ver o tubarão passar, na maioria das vezes menos que isso.

A roupa de neoprene ajuda a proteger da água fria de 15 graus Ceusius


Em poucos segundos o tubarão passa em frente à gaiola


Tem que ter sorte para ele passar bem perto da grade, pois a água é turva


Cardumes de peixes permanecem em volta se aproveitando da comida do tubarão


Levei minha câmera GoPro e toda vez que recebia o aviso que o tubarão se aproximava, eu ligava e submergia, como era orientado. Mas comecei a perceber que aquele tubarão chegava agressivo na superfície da água. Foi então que, numa fração de segundos, consegui registrar a imagem (abaixo) ao deixar a câmera filmando em cima. É lógico que não foi um clique de foto, mas foi capturada pelo vídeo. Literalmente fiquei cara a cara com um dos maiores predadores dos 7 mares e saí vivo para contar a história.

A própria tripulação admitiu que este tubarão estava bem agressivo, talvez por ser jovem


Triunfo em observar essa espécie temida tão de perto


Às 9:00 a.m. o barco retornou para o continente. Comi uma batata chips disponibilizada para os passageiros apesar do enjoo de leve que já sentia depois de 2 horas naquele mar. Na agência, existem disponíveis banheiros com toalhas limpas, shampoo e sabão em gel para um banho pós mergulho. O cinegrafista editou rápido as cenas de sua câmera e exibiu o filme para vender DVDs para quem quisesse comprar. E para finalizar, todos que vivenciaram aquela aventura receberam um certificado registrando o feito.

Certificado de registro do mergulho com o tubarão branco


Às 10:50 a.m. a van retornou para Cape Town, chegando somente às 1:30 p.m. no hostel. Era a conclusão de uma atividade diferente de tudo o que eu já tinha feito e uma experiência sem igual.


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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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