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Camboja: Relato e dicas do traslado até Siem Reap

Informações úteis para o planejamento de uma viagem ao Camboja

É bom saber um pouco da história desse país antes de chegar lá. O Camboja é um dos países mais pobres do mundo e que tem uma mancha vermelha em sua história. Seu pior período talvez tenha sido de 1975 a 1979, quando o Partido Comunista da Kampuchea chegou ao poder no país. Assim, como todo resultado de um governo comunista, a história não terminou bem. Ocorreu tentativa de migração forçada da população para áreas rurais justificadas pela "reforma agrária". Além disso, a estatização dos serviços médicos fez cair a qualidade e levou à morte milhares de pessoas por doenças tratáveis, como a malária. Estima-se que cerca de 2 milhões (1/4 da população) de cambojanos tenham morrido por assassinatos, tortura e fome, um dos genocídios mais graves da história da humanidade, mas pouco conhecido pelos ocidentais.

O complexo arqueológico de Angkor é o grande orgulho do país


O grande orgulho da nação é sua história antiga, a época do Império Khmer, quando o país sediou uma das civilizações mais desenvolvidas do mundo. O alge daquele tempo foi a construção de Angkor Wat, um dos templos mais belos da antiguidade, tão importante para o país que é simbolizado em sua própria bandeira.


COMO CHEGAR?

Não adianta sonhar que não tem vôo direto do Brasil. Na realidade você terá que fazer no mínimo duas conexões aéreas até lá. No meu caso, segui até a Tailândia voando pela Air France (conexão em Paris). De Bangkok, peguei um vôo Low Cost pela Air Asia *. Também existe ônibus a partir da Tailândia, mas é demorado. A maioria das empresas que voam para o Camboja partem do aeroporto Don Mueang (DMK), ou seja, não confunda com o aeroporto Suvarnabhumi (BKK) que será, provavelmente, a chegada dos vôos vindos do ocidente para Bangkok. Também são opções de empresas Low Cost para o Camboja: Lion Air e Nok Air, sendo possível comprar passagens pelo site Skyscanner.

Embarque no avião da Low Cost Air Asia


Como é uma empresa de Low Cost, cobra-se a taxa de despacho de bagagem separadamente. Mas, já pensando nisso, viajei com uma mochila de 50 litros (Deuter Transit 50), com a parceria da loja de equipamento de aventuras SubSub (veja aqui a promoção), e foi possível viajar como bagagem de mão devido às suas dimensões. No caso de despacho de bagagem e pagamento da taxa, a única vantagem é receber um ticket com direito ao lanche de bordo (sanduíche de queijo e presunto/atum) + água. O resto é pago.

Testei e deu certo: a mochila de 50 litros pôde ser levada na mão para o avião!


* Dicas: Voar pela Air Asia, empresa malasiana, pode ter outras vantagens. Descobri que existe um esquema de créditos da Air Asia, em que você compra certa quantidade, por exemplo 20 créditos, e usa para vários destinos que são cotados pelos créditos (exemplo: Bangkok = 3 créditos), ficando mais barato. Outra dica é cotar o preço da passagem na moeda da Malásia (Ringgit) no site da empresa pois na conversão o preço fica mais em conta.

As duas principais cidades para visitar no Camboja são Phnom Penh (a capital) e Siem Reap (onde está Angkor Wat), ambas com aeroportos internacionais. Meu destino era Siem Reap e o vôo a partir de Bangkok durou 1h 10 min.


VISTO PARA O CAMBOJA

É necessário ter visto para entrar no Camboja, mas não existe consulado no Brasil. Como faz? Há duas maneiras, é bem simples, basta pedir pela internet ou na entrada do país. Para a emissão do visto é cobrada uma taxa de U$ 30 e para todos os casos se exige passaporte com 6 meses de validade. Seguem as opções:

1) E-VISA (visto eletrônico): Pedir até três dias úteis antes da data de chegada através do site https://www.evisa.gov.kh/. Atenção: no caso do e-visa é cobrada uma taxa extra de US$ 7. 

2) Visto convencional - Solicitado diretamente nos aeroportos/fronteiras através do preenchimento de um formulário e pagamento da taxa. É necessário entregar uma foto 4×6 (ouvi relatos que também aceitam 5×7, mas não quis arriscar) com fundo branco ou azul e com a boca fechada, sem sorrir mostrando os dentes. Tirei a foto no Brasil e levei na bagagem de mão. Também é possível ser tirada no aeroporto: U$ 2. 

Nada mais motivador para um mochileiro do que um visto no passaporte rsrs


Ainda no avião, recebi dois formulários para preencher em inglês, não tem mistério (leve uma caneta para adiantar):

- Cartão de Chegada e Partida, para informar nome, sexo, nacionalidade, voo (atentar para preencher o voo da chegada e da partida nos formulários certos), o motivo da visita, e local da hospedagem.  O cartão de partida é grampeado no passaporte e retirado no dia da partida.

- Declaração de Bens, para preencher informações caso haja altos valores ou material restrito a declarar;

Também li relatos de que havia uma tal Declaração do Estado de Saúde, para preencher informando se a pessoa está sentindo alguns sintomas gerais de doenças e por quais países passou nos últimos 21 dias. Não recebi no avião e nem me cobraram no desembarque.

O desembarque é feito andando do avião até o interior do aeroporto


Após desembarcar, os passageiros são direcionados para a área de controle de imigração. Caso não tenha pedido o e-visa anteriormente, deve-se pegar e preencher o Requerimento de Visto, informando os dados pessoais, voo, hospedagem no Camboja, o motivo da visita, tipo de visto e tempo de permanência. Já fui preenchendo na fila de requerimento. Ao chegar a vez, paga-se a taxa do visto, entrega-se o passaporte, foto e os formulários preenchidos, e vai para um espaço de espera no final do balcão. O passaporte passa de mão em mão por agentes que estão enfileirados lado a lado e checam informações, até o último que chama e devolve o passaporte já com o visto. Com o passaporte/visto nas mãos, basta seguir para a fila de controle de passaporte para procedimento padrão de entrada.

Salão de desembarque com a escultura de um rosto como encontrado nas ruínas do país


Ouvi relatos de que todo esse processo era burocrático e demorava de 1 a 2 horas para concluir, mas o meu foi bem rápido. Acho que depende da hora e se chegar mais de um avião de passageiros.


FUSO HORÁRIO

A diferença de horário do Camboja para o Brasil são de 10 horas a mais (9 horas no HBV). Para checar a hora atual em Siem Reap, clique aqui.


MOEDA DO CAMBOJA

A moeda oficial do Camboja é o Riel Cambojano, mas esqueça, pois o dólar americano é a moeda realmente utilizada. O motivo do uso do dólar se deve à fragilidade financeira causada pelas medidas extremistas tomadas pelo governo comunista que pretendia acabar com qualquer forma de circulação monetária ou transação financeira no país. Até hoje o país não se recuperou.

Angkor Wat é retratado em uma das cédulas de Riel Cambojano


Apesar de o dólar ser a moeda mais forte e presente na rotina do país, o Riel não saiu de circulação. Hoje o Riel funciona como "centavos" de dólar, pois, ao contrário das cédulas, as moedas americanas não circulam lá. Não se assuste se os centavos do troco vierem em Riel Cambojano, aliás, eu trouxe umas notas de lembrança.


AEROPORTO DE SIEM REAP

A aeroporto de Siem Reap fica a 8 km do centro turístico. Os preços de transporte variam de U$ 2 (mototaxi) a U$ 6-7 (táxi / tuk tuk). Dica: a maioria dos hotéis costumam oferecer transfer grátis. Quando fizer sua reserva, escreva um email para o hotel confirmando o serviço e informando seu voo e hora de chegada.

Curiosidade: Um secador de piso no banheiro do aeroporto de Siem Reap


CUSTOS (dezembro 2016)

- Passagem Bangkok x Siem Reap (ida e volta) - 4.402 bahts
- Visto do Camboja - U$ 30 
- Tuk Tuk até o hotel - grátis! (mas o motorista ganhou U$ 1 de gorjeta)


MEU ROTEIRO


Roteiro completo: MISSÃO TAILÂNDIA-CAMBOJA

Próximo: SIEM REAP



***A mochila Deuter Transit 50l utilizada nesta viagem foi patrocinada pela SubSub Equipamentos de Aventura. Confira abaixo o código promocional exclusivo para seguidores do blog A Mochila e o Mundo. Leia aqui o regulamento.

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Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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