Egito: Voo de balão no Vale dos Reis

A antiga Necrópole de Tebas vista de outra ótica


Sabe aqueles roteiros que não estão planejados na viagem e acabam se tornando uma das escolhas mais inesquecíveis? Pois é, esse é o resumo do meu voo sobre o Vale dos Reis e todo a margem oeste de Luxor. Mas cada detalhe disso tudo é ainda mais espetacular, coisas que só as imagens podem falar.


COMO VOAR DE BALÃO EM LUXOR?

O primeiro passo é procurar uma agência de turismo para acertar o passeio. Na véspera do voo, encontrei uma agência na rua que liga a estação de trem ao templo de Luxor, a Manora. O valor cobrado era de 275 EGP por pessoa (agosto de 2014). Achei até estranho (ao pesquisar na internet, vi agências que cobram U$ 100) mas resolvi acreditar. A agência trabalha com a SindBad Balloons e dá comprovante de pagamento.

Bem cedo, os balões começam a ser inflados com ar quente


Para realizar o voo não é assim tão simples. O dia começa às 4h45 da manhã já pronto na recepção do hotel esperando o representante da agência. Como o meu hotel estava localizado bem em frente ao porto, caminhamos até o barco para atravessar o Rio Nilo. Durante a curta travessia é oferecido um café da manhã, na verdade, um "chay da manhã" (achei pouca comida).

Aos poucos ganha forma


Do outro lado, uma van leva até o local de decolagem dos balões. Os balões vão sendo inflados de ar quente enquanto os passageiros recebem um briefing de segurança do piloto.

Balão já pronto para decolar


SOBREVOANDO O PASSADO DO EGITO

Não era a primeira vez que eu havia voado de balão, aliás, eu já fiz o famoso voo de balão na Capadócia. Para superar as expectativas não seria fácil, mas o Egito é o Egito! Voar acima do Rio Nilo e observar templos milenares da época dos faraós é uma experiência emocionante para qualquer um.

É possível ver tumbas e templos iluminados antes do dia clarear


O cesto do balão é dividido em quatro vãos. Diferente da Capadócia, existiam poucos turistas dispostos a encarar essa aventura. No meu balão havia também ingleses, espanhóis e uma argentina. No céu, somente cinco balões. Uma dica é: faz frio lá em cima! Não muito, mas faz. Apesar de ser difícil de acreditar, sendo o Egito um lugar tão quente.

Abaixo, outros balões se preparam para alçar voo


Em cima, o piloto sempre atento nas manobras


Ao subir ainda está escuro. As ruínas dos templos começam a aparecer iluminadas. A primeira surpresa é o Ramesseum, o templo mortuário construído por Ramses II. No dia anterior eu estive lá, mas de cima a imagem foi totalmente diferente do vivenciado.

Vista aérea das ruínas do Ramesseum


Aos poucos, o dia começa a clarear e a necrópole pode ser vista por total. O balão sobrevoa o Vale dos Reis, o Templo Mortuário de Hatshepsut, o Vale das Rainhas, entre outros. É possível ver também acampamentos de equipes de arqueologia da França e da Alemanha que trabalham até hoje na região em busca de novidades. 

O dia clareando entre os templos iluminados e a silhueta dos balões


Esse hotel/vila é praticamente um oásis no deserto


Ruínas antigas e entrada de tumbas vistas de cima


Sítios arqueológicos e acampamentos


O Vale das Rainhas


Durante o voo, a agência costuma fazer filmagens do passeio. As imagens são gravadas em DVD que são oferecidos para a aquisição dos participantes (U$ 25, em agosto 2014).

Um cinegrafista filma o voo e disponibiliza para a aquisição dos turistas


A vista que se tem ao olhar para cima no balão


E para fechar o show, os raios de sol começam a surgir no horizonte. É uma experiência única estar nos céus do Egito e assistir o sol (tão venerado pelo povo antigo) nascendo e se refletindo nas águas do Rio Nilo. Esse espetáculo é bem curto, logo o balão começa a descer para aterrar.

Os raios de sol começam a aparecer no horizonte


O Rio Nilo ganha um tom avermelhado com os raios do sol da manhã


O que eu mais gostei de ver do alto foi o templo Medinet Habu, um dos mais conservados da margem oeste de Luxor. O balão foi descendo e passou próximo ao templo, dando a noção de toda aquela grande construção.

Sobrevoo no templo de Medinet Habu


A entrada pode ser vista em sua totalidade


Detalhes dos muros do templo vistos de cima


Outros sítios arqueológicos podem ser "descobertos"


Dá para ver a linha que separa a terra fértil próxima da margem e o deserto


COM OS PÉS DE VOLTA AO CHÃO

O tempo que meu balão passou no ar foi de 41 min. A aterrissagem é a parte mais arriscada, por isso, o piloto ensina no briefing a fazer a landing position (posição de pouso) para a segurança dos passageiros. Ao aproximar do solo, algumas crianças se aproximaram do balão. O mais interessante é a habilidade que um menino egípcio domina o pequeno burro em que está montado.

A equipe de apoio aguarda a chegada dos balões ao solo


Um menino se aproxima montado num burrinho


Após uma aterragem segura, a equipe do balão começa os trabalhos para dobrar a lona. O piloto pede bakisha (gorjeta) para a sua equipe, porém de um jeito bem mais discreto e educado do que eu havia presenciado até o momento no Egito. Nesse exemplo deu para perceber que quem trabalha com agência de turismo tem um comportamento bem diferente dos egípcios "assediadores" de turistas que encontramos nos templos. Dei 25 EGP (em torno de 10% do valor do passeio).

É interessante observar as manobras do piloto para o pouso: muita atenção


A equipe de apoio alcança a corda para ajudar no pouso


Começa o procedimento de dobragem do balão


Enquanto isso, o espetáculo continua no solo com os outros balões (que decolaram mais tarde) ainda voam sobre a necrópole. No final, todos os passageiros recebem um certificado de participação para comprovar que fizeram aquele voo inesquecível.

Mesmo do chão, o céu continua enfeitado


Assistir o amanhecer com os balões é uma experiência única em Luxor


O menino "cavalga" no burro assistindo também o nascer do sol


E os balões retornam ao solo com a missão cumprida


DE VOLTA A LUXOR

 A van conduz a todos de volta para embarcar de volta para Luxor. Agora a travessia é feita na luz do dia, ficando bem mais interessante.

Na margem oeste, uma cena curiosa: um egípcio passeando tranquilamente com seu fuzil


De volta ao porto para atravessar para a cidade de Luxor


A margem oeste do Rio Nilo


Às 7h30 da manhã eu já estava de volta ao hotel, podendo tomar um café da manhã mais "bombado" que aquele servido no barco às 5h da manhã. De energia recuperada, eu teria ainda um dia inteiro para explorar outras atrações de Luxor. Essa era mais uma vantagem de acordar tão cedo para o passeio.

Barcos regionais que fazem o transporte no porto de Luxor


O conforto do barco que fez a travessia para o voo de balão


Os cruzeiros que cruzam o Nilo com turistas


 
Barco com um "olho" egípcio


Queen Linda seria rainha linda em português? rs


MEU ROTEIRO

Anterior: MEDINET HABU

Roteiro completo: MISSÃO EGITO

Próximo: MUSEU DE LUXOR


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Sobre o autor

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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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