Egito: 4 dias no Cairo e seus arredores

A capital do Egito e maior cidade do mundo árabe


Completei minha volta ao Egito de norte a sul, de leste a oeste, e deixei meus últimos dias no país para explorar a capital. Cairo foi fundada para ser a capital islâmica do Egito, que já teve sua capital em Tebas (Luxor), Mênfis, Alexandria, etc. A cidade é caótica, seja pelo trânsito, arquitetura dos prédios mal acabada, assédio dos vendedores, etc. A cor da cidade é bege, toda empoeirada de areia do deserto, mas tudo isso fica de lado quando olhamos a silhueta no horizonte das pirâmides e minaretes dividindo espaço na mesma paisagem. 


CAIRO X GIZÉ

Para quem vai pegar um táxi no Cairo, procure um que tenha taxímetro, assim você não precisa ficar negociando e nem ser enganado. Segui para o outro lado do Nilo, em Gizé, que se confunde e se mescla com o Cairo apesar de ser outra cidade (a terceira maior do Egito). Do ponto que a van me deixou no Cairo até o hotel em Gizé (mais de 30 min de deslocamento) saiu por 110 EGP no taxímetro.

Apesar das pessoas dirigirem como loucas, o Cairo possui vários viadutos e elevados, fazendo o trânsito fluir


Dica importante: antes de entrar no táxi, confira se o taxímetro está funcionando ou combine o valor da corrida. Sempre baixe pelo menos 30% do valor oferecido pelo taxista durante a negociação.


HOSPEDAGEM

Os principais locais de hospedagem na região do Cairo ficam no centro da cidade (hostels) e em Gizé, nas proximidades das pirâmides. Com um bom preço consegui me hospedar no Mercure Le Sphinx bem próximo às grandes pirâmides, dava para ir andando (pouco mais de 1 km). Depois de passar cada perrengue no interior do Egito e estar com tolerância zero para assédio de vendedores, taxistas, guias, etc., eu pensava encontrar algum descanso no Cairo.

Piscina e vista para as pirâmides para acabar bem os últimos dias da viagem


Informações úteis na recepção do hotel


COMES E BEBES

Não sou muito fã de fazer turismo gastronômico, mas se você está na capital do Egito e quer comer algo diferente, existe uma infinidade de bares e restaurantes para provar: Fuul (pasta de feijão), Taa'miya (falafel), Muzagga (a versão egípcia do grego moussaka), Kushari (macarrão, lentilhas, grão-de-bico, e algumas vezes, molho de tomate), Fatayeer (panquecas com diferentes recheios) e Shawarma (carne assada envolta em pão).

Já para beber, apesar de ser um país muçulmano onde não é popular bebida alcoólica nas ruas, dentro dos hotéis vale a pena provar a cerveja nacional Sakara. Nas ruas, um chá popular é o karkadeh, mas tome cuidado se você não conhece a procedência da água.

A cerveja egípcia que homenageia um dos maiores sítios arqueológicos do país


Essa é a Coca-Cola árabe


O chá é bastante popular, mas essa marca eu não recomendaria...


KHAN EL-KHALILI

Mas para quem quer mergulhar no meio da cidade, uma boa opção é o mercado popular que fica no centro, distante 4 km do Museu Egípcio do Cairo. Eu diria que não há lugar melhor para conhecer o Cairo de verdade. São mais de 1.000 anos de existência com todo tipo de gente e de produtos que você possa imaginar. Visualize a localização aqui no link do Google Maps.

Um mercado com centenas de lojas que parecem labirintos


Vários tecidos e roupas numa confusão sem igual


Um mercado que é a cara do Cairo


Além das ruas do mercado, existem ruelas que formam um grande labirinto. Se você achar um produto que tenha gostado e resolve voltar mais tarde, dificilmente vai encontrar a loja. Outra característica cansativa é a negociação de uma compra. Tem que ter muita paciência para comprar um produto. 

Um caos de vendedores, lojas e mercadorias nas ruelas de mais de 1.000 anos


Nessa loja o dono disse que tem comércio em São Paulo e viaja sempre ao Brasil


O mercado tem um odor de especiarias


Por exemplo, se te oferecem um produto por 100 EGP e você fizer a proposta de 50 EGP, ainda pode sair no prejuízo, porque o produto pode valer 20% disso (não é regra, mas use essa porcentagem como base). Tem que jogar o preço sempre para baixo do que você deseja pagar. Ah! Evite usar uma máquina cara pendurada no pescoço, vão achar que você tem dinheiro sobrando. Se a negociação não der resultado, fale que "volta amanhã" e saia andando devagar, o vendedor virá atrás de você. Com certeza você vai voltar do mercado esgotado, por isso eu sempre deixava para ir depois de ter feito o meu "tour do dia".

As lojam trabalham com ouro 24 k e prata 950, mais barato que no Brasil


Quem compra esse tipo de boneca tem um gosto bem bizarro


Dica: só pergunte o preço do que realmente deseja, senão o vendedor não vai largar do pé


O mercado começou a surgir num local da cidade em que havia um antigo mausoléu. Existem construções de bela arquitetura e grandes mesquitas espalhadas nas ruas de Khan el-Khalili. Vale a pena visitar também a noite quando o mercado continua funcionando e as mesquitas estão todas iluminadas.

Antigas construções de arquitetura árabe


Um mirab orienta a direção de Mecca nas mesquitas


Cheguei a provar essa fruta numa banquinha, alguém conhece?


Midan Hussein, tem um santuário com a cabeça de Ibn al-Hussein, neto do profeta Maomé (só é acessível para muçulmanos)


4 DIAS DE ATRAÇÕES NO CAIRO E ARREDORES

Já não era a primeira vez que eu pisava no Cairo, afinal, o primeiro dia do mochilão pelo Egito foi nessa cidade ao explorar o centro do Cairo e o Museu Egípcio (o qual eu relato no link). Para os últimos 4 dias, planejei visitar as outras atrações da cidade e ao seu redor, da seguinte forma:


Dia 1

O primeiro foi dia de acordar mais tarde para descansar os 16 dias que eu já estava com o pé na estrada (e no deserto). Os objetivos eram planejar as explorações do próximo dia e conhecer o "Cairo Islâmico", ou seja, a parte árabe histórica da cidade. Visitei a Cidadela de Saladino, de onde é possível ver as mesquitas do alto.

A Cidadela de Slah Alah Din fica no coração do Cairo Islâmico


Dia 2

O segundo dia foi inegavelmente um dos principais da viagem, afinal era hora de conhecer as Pirâmides de Gizé, polêmicas construções dos faraós Quéfren, Queóps e Miquerinos, e pela mais famosa de todas as esfinges do mundo.

As mais famosas atrações do Egito estão no Platô de Gizé 


Dia 3

Este foi um dia para retornar às estradas do deserto nas regiões arqueológicas no sul do Cairo, visitando o Museu de Memphis, as pirâmides de Dahshur e terminando na necrópole de Saqqara, uma das mais antigas de todo o Egito.

A pouco conhecida Pirâmide Vermelha no deserto de Dahshur


Dia 4

Finalizando a viagem, fui visitar as igrejas e o Museu Copta localizados na parte velha do Cairo, onde se concentra o núcleo cristão que resiste nessa cidade árabe, conhecida como a "Cairo Copta".

A área da antiga religião cristã do Egito, denominada Copta


DICAS E CURIOSIDADES

Minha recomendação: se você deseja saber mais dicas do Cairo sobre o trânsito, compras, segurança, comportamento, mulheres, shows e outras curiosidades gerais, não deixe de ler o texto deste link no site Khan el Khalili (em português). Achei bastante completo e esclarecedor!


MEU ROTEIRO

Anterior: OÁSIS DE SIWA

Roteiro completo: MISSÃO EGITO



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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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