Chapada Diamantina: Traslado Andaraí x Lençóis

A difícil missão de se deslocar entre as cidades da Chapada 

Como toda viagem que planejo, sempre vou primeiro para o local mais longe e inóspito e termino no local mais perto e fácil de obter recursos, isso devido à experiências ruins que tive principalmente em países caóticos como a Venezuela, por isso, deixei a cidade de Lençóis por último no meu roteiro. Mesmo que algo desse errado, eu já estaria perto da civilização para resolver e não atrasaria meu retorno a Salvador.


COMO CHEGAR EM LENÇÓIS?


Depois da travessia e de explorar as regiões de Mucugê e Igatu, o meio que achei para chegar em Lençóis (cerca de 100 Km de Igatu) era chegar na cidade de Andaraí pois era a segunda maior da Chapada Diamantina e, deveria haver algum transporte ligando as duas. É, mas não há transporte público!

Ao chegar na rodoviária por volta das 12h00, não havia nenhum funcionário. Todos os guichês vazios e sem ninguém para me informar. Fui até um boteco do lado para perguntar se havia ônibus para Lençóis. A menina que me atendeu não sabia, foi perguntar para a mãe que falou que teria às 14h00. Isso batia com outra informação que eu tinha. 

Tabela de preços e horários da Viação Novo Horizonte em Andaraí


Esperei durante horas para o guichê abrir e fui comprar a passagem, foi então que eu descobri que não havia mesmo ônibus direto. Eu teria que pegar um ônibus que passaria em direção à cidade de Seabra e teria que descer na cidade de Tanquinho. De Tanquinho teria que pegar um táxi que faz lotação para, enfim, chegar em Lençóis.

O mapa mostra o trajeto até Tanquinho para chegar em Lençóis


A passagem até Tanquinho custou R$ 9,00 e dependeria do ônibus chegar no horário previsto das 14h para eu conseguir chegar em Lençóis ainda com claridade, mas não foi tão fácil. O ônibus chegou apenas às 15h45. 

Comi uns pães de queijo do boteco para sustentar a fome durante o atraso do ônibus 


 EMBARQUE NO EXPRESSO NA AGONIA

Muita confusão e muita gente embarcando. Era um ônibus convencional, sem ar condicionado e um pouco velho. Saiu da rodoviária por volta das 16h00 e eu peguei no sono no banco do ônibus. Foi então, no meio da viagem, que passou um carro e gritou para o motorista do ônibus: - Tá vazando óleo do ônibus, pode pegar fogo! Era o suficiente para causar tumulto entre os passageiros. O motorista parou o ônibus e foi olhar o que estava acontecendo, mas voltou e disse e tom de ironia: - Está tranquilo, é só não acender nenhum cigarro! Depois disso, entre clima tenso e piadas de passageiros, o ônibus parou mais duas vezes para o motorista jogar água no motor para esfriar.

 O ônibus parou para pegar água em um boteco de beira de estrada para esfriar o motor com óleo vazando


Exatamente duas horas depois que o ônibus chegou em Andaraí, eu enfim desembarcava em Tanquinho (e olha que são apenas 60 Km de distância entre as cidades). Logo que desembarquei, um taxista já se aproximou chamando quem pretendia ir para Lençóis, foram mais 20 min (cerca de 20 Km) até lá e o preço da lotação foi de apenas R$ 5 por pessoa.

 O táxi deixou os passageiros em frente à ponte que dá acesso ao centro de Lençóis


HOSPEDAGEM EM LENÇÓIS

Ao chegar já depois das 18h00, segui direto para a rodoviária para trocar o voucher de internet pela passagem de retorno para o dia seguinte a Salvador. Aproveitei e perguntei para o atendente da rodoviária se havia algum camping ali perto. Ele me indicou um que fica na rua principal do centro Lençóis, perto do rio, chamado Canto das Artes.

O camping é bem localizado, de rápido acesso ao centro mas sem barulho


O camping era uma espécie de granja enorme, com área extensa, cheia de galinhas soltas e contato com a natureza. Lençóis é a cidade com o custo de vida mais alto de toda a Chapada Diamantina, logo, esse camping foi o mais caro que paguei e com uma qualidade de serviço bem menor. A diária era R$ 20 por pessoa com água fria. Para usar um chuveiro com água quente a pessoa teria que pagar um adicional de R$ 5, lógico que eu encarei a água fria para economizar.

A barraca azul isolada e antissocial é a minha!


Um despertador natural toda manhã com o time de galináceos


Galinhas e mangas voadoras caindo das árvores


MEU ROTEIRO


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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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